Comunicação

Você conhece a Escola Interamérica?

Publicado em : 23/08/2019

Você conhece a Escola Interamérica?

Escrito por: Meigna Ferreira

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Agosto é o mês de volta às aulas, dos pais, dos estudantes... Início de um semestre letivo com um rigor acadêmico maior, o que implica em maior exigência também na postura de estudante e na rotina de estudos, seja na escola ou em casa. Diante dessas questões e de tantas outras que ouvimos nos atendimentos às famílias, decidimos propor algumas reflexões para o(a) leitor(a) e contribuir com algumas orientações de estudos.

Resgatar a nossa história escolar é parte desse processo. Então, vamos lá!

Que memórias você tem de sua infância na escola? De quais atividades você se recorda? Sim, aquelas que te marcaram, que foram significativas! São atividades que envolvem mais a aprendizagem?

Que estudante você era na idade de seu(sua) filho(a)? Gostava de fazer o quê? Tinha preferência por disciplinas? Você aprendia melhor como?

Ao participar de reflexões assim, na faculdade, em grupos de estudos e até mesmo em visita à escola High Tech High (HTH), na Califórnia, a conclusão que ficava para a maioria das pessoas era pouca memória de aprendizagens significativas. Cabe aqui pensarmos que educação, que ensino queremos para os nossos filhos? O mesmo que tivemos? Entendemos que sua resposta seja não, até porque você escolheu uma escola com uma proposta política pedagógica bastante arrojada, que se preocupa, sim, com conteúdos, mas com um compromisso ainda maior na formação integral de seu(sua) filho(a). Nos comprometemos com um ensino de excelência, com o protagonismo do(a) estudante, com a individualidade de cada um(a), com as relações socioemocionais... O que nos propomos a fazer (e fazemos!) extrapola o ensino pautado em questionários e em listas e listas de exercícios. Ensinar é para além, muito além das listas de exercícios.

Convidamos a cada família para conhecer mais sobre a proposta pedagógica e filosófica da Interamérica. Nos procure, participe das rodas de conversas, das oficinas, das reuniões, visite o nosso site, acesse o instagram, leia os textos... solicite reuniões conosco! Traga suas dúvidas, suas angústias para tratar diretamente com a escola. Acreditamos na parceria para o melhor desenvolvimento e formação de nossos estudantes. E nesse contexto também vamos aprendendo e nos formando, enquanto pais, profissionais, educadores, enfim.

É fundamental entender os porquês das nossas escolhas pedagógicas, assim, poderemos ter mais segurança ao orientar e/ou estudar com seu(sua) filho(a), ao conversar com amigos. Conheça a proposta pedagógica da escola de seu filho!

Como prometido inicialmente, gostaríamos de compartilhar algumas orientações que poderão contribuir para formar/aprimorar a postura de estudante:

- Incentive e encoraje seu(sua) filho(a) a perguntar, a pesquisar, a investigar mais sobre o assunto. Não precisa ficar esperando a professora encaminhar uma tarefa para casa. A busca também pode ser individual.

- Tomar nota das dúvidas é uma boa estratégia. Mas não é o suficiente para um(a) aluno(a) da Interamérica. É preciso desafiá-lo(a) a refletir sobre o que tem dúvida. Dizer “Não entendi”, “Não sei” (...) na maioria das vezes é um recurso que usamos para ficar na zona de conforto e ser favorecido! Atenção, isso é sério! Questione: você não entendeu o quê? Não sabe o quê? Então, elabore perguntas sobre o que não entendeu e leve para a professora. E o que fazer depois? Mostre interesse pela dúvida de seu(sua) filho(a). Peça para ver o registro que ele(a) fez sobre o que entendeu após conversar com os colegas e/ou a professora.

- A tarefa de casa é um dos momentos de estudo. Mas, conforme seu(sua) filho(a) for mudando de série e de acordo com o semestre letivo é preciso ter uma rotina de estudo diferenciada. Como fazer isso? Organize, juntamente com ele(a), um quadro de horários com as atividades de cada dia da semana, incluindo horários para fazer a tarefa, para estudar um conteúdo que foi trabalhado (planejar o que estudar), lazer, atividades extras...

- Definir a rotina de estudo e planejar o que estudar de forma gradativa e com frequência não é uma tarefa fácil e requer ajuda de um adulto. No entanto, uma vez constituído esse hábito, o(a) aluno(a) seguirá de forma mais independente e buscará aprimorar as estratégias.

- Ter consciência e disciplina para aproveitar o tempo e torná-lo um aliado é um desafio até mesmo para nós adultos, imagine para os pequenos! Por isso precisarão de ajuda, mediação e supervisão de um adulto.

- O(A) estudante precisa desenvolver a curiosidade e a iniciativa para pesquisar e aprofundar os conhecimentos de conteúdos estudados e outros de seu interesse particular.

- Ao estudar é preciso identificar o que já se sabe e também no que tem dúvidas. E ao rever esse conteúdo novamente, comece a estudar pelos conteúdos que tiver maior dificuldade. Esse é um cuidado que é preciso ter, pois temos a tendência de estudar o que já sabemos primeiro e deixar o que é mais difícil por último e nem sempre nos dedicamos o suficiente.

- Um outro grande desafio e aliado do(a) estudante é a autoavaliação. Identificar aspectos que precisam ser aprimorados na leitura, na compreensão, na escrita... e traçar estratégias para superar os desafios devem fazer parte da vida do(a) estudante.

- Os conhecimentos não podem ser estanques. Eles só terão sentido se forem utilizados, por isso, precisam transitar, dialogar, ganhar sentido e significado na vida dos estudantes e nós, adultos, podemos mediar esse processo ouvindo, questionando, refletindo, ajudando a estebelecer relações.

- Incentive seu(sua) filho(a) a ser protagonista. Deixe-o(a) falar. Não fale por ele(a). Não resolva por ele(a). Não pense por ele(a). Sejamos coerentes entre o que queremos e cobramos de nossos filhos com as nossas ações contrárias. Fica o convite para refletirmos e buscarmos a coerência entre o nosso falar e o fazer.

Por um mundo melhor, por estudantes mais sábios, criativos, críticos e felizes, a parceria escola e família é fundamental. Conheça a escola de seu(sua) filho(a)!

Meigna Ferreira é Coordenadora Pedagógica da Escola Interamérica – 3º, 4º e 5º Anos – Pedagoga e Psicopedagoga.


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