Comunicação

Mãe, brinca comigo?

Publicado em : 01/11/2019

 

MÃE, BRINCA COMIGO?

_______________________________________________________

Muitos pais se queixam de que, com a carga de trabalho que têm, quando chegam a casa à noitinha tudo que querem é descanso… Mas diante dos apelos dos filhos, acabam se sentindo obrigados a brincar com eles, mesmo sem vontade. Esse conflito é natural. Afinal sabemos que a convivência com os filhos é fundamental. O problema é exatamente o fato de que os pais se sentem obrigados a brincar, como uma forma de compensação por ficarem ausentes durante o dia. Não há dúvida de que é bom e importante conviver com os filhos. Momentos em família são fundamentais para aprenderem a valorizar essa que é a instituição base da sociedade. Mas é também um momento de trocas afetivas gostosas e de aprendizagens sociais essenciais para o equilíbrio emocional no futuro. É na convivência que a criança aprende a ceder e a exigir; a dar e a receber; a ouvir e a ser ouvida e, especialmente, é nessa prática que aprendem o equilíbrio entre cada uma dessas difíceis aprendizagens. Também é aí que passam a entender o que significa afeto, apoio, amizade. E para as crianças menores, que não entendem ainda o sentido das ausências dos pais, esses momentos acabam afastando os medos e formatando a segurança com base na presença constante ao final do dia. Enfim poderíamos ficar horas relacionando tudo de bom que resulta da convivência amorosa harmônica. No entanto, a preocupação que os pais referiram é específica: acabam brincando com os filhos por obrigação e não por que realmente estão com vontade, e isso os incomoda. Chama-me a atenção o fato de que os pais se sintam devedores dos filhos porque trabalharam. Não era para se sentirem assim, já que é o trabalho que propicia o pão nosso. E é importante colocar desde cedo as crianças a par dessa realidade. É saudável. E deixe-me ser bem clara: conviver, como diz a palavra, significa viver com, viver junto. Então por tudo de bom que representa devemos mesmo reservar parte do nosso tempo para os filhos. Mas não precisa ser brincando com eles, como se fôssemos nós também criancinhas. Se você gosta e curte, ótimo! Adora bater uma bolinha com o Júnior? Então beleza! Ama sentar no chão com sua filhotinha e ficar trocando roupinha e fazendo comidinha para as bonecas? Faça isso! Mas se lhe aborrece, não faça isso! Faça outra coisa: descubra no que tem prazer com seus filhos. Prazer a dois, bem entendido… Nem é legal pegar a criança e levá-la para percorrer e assistir sua longa caminhada, loja em loja, pelos shoppings da vida, que criança precisa é de correr e brincar. Nem é legal ficar fingindo que tem cinco anos e tentar brincar como ele, mas completamente enfadado. Até porque a criança sente e percebe direitinho quando você está bem a seu lado – e quando não está. E poderá confundir seu tédio com falta de amor. E saiba que quanto mais ela sentir isso, mais exigente se tornará para se reassegurar de seu carinho. Então, se o que você curte é desenhar, desenhe com ela. Mas, se não curte nada do que uma criança faz, acolha-a a seu lado. Não saia com ela para programas que a entendiam, menos ainda os que são inapropriados para a idade, porque só estará invertendo a situação, certo? Do que as crianças precisam é da sua presença – inteira e satisfeita por estar lá – brincando com ela ou simplesmente lado a lado em atividades apropriadas para cada um. Apenas façam algo em conjunto, você e seu filho. Incentive-o a trazer seus brinquedos e faça-a sentar-se a seu lado enquanto você termina aquele relatório, ela faz as montagens que quiser. E ambas viverão felizes – e juntas – para sempre!

 

Tânia Zagury

http://www.taniazagury.com.br/category/artigos/


Avaliação da aprendizagem em aulas não presenciais

Avaliação da aprendizagem em aulas não presenciais

 29/05/2020

    Avaliação da aprendizagem em aulas não presenciais   por André Mols*   Antes de mais nada, é necessário que tenhamos um entendimento mais claro do que vem a ser o conceito de “avaliação”, que vem do Latim, e tem a intenção de comunicar a ação de [...]


A “romantização” do isolamento social em casa

A “romantização” do isolamento social em casa

 11/05/2020

Estamos todos no mesmo barco? Não. Na verdade nunca estivemos, e agora, mais do que nunca, não estamos. Se há algo em comum que nos interliga nesse tempo de pandemia é o fato de estarmos imersos no cenário que é a nossa casa, na realidade das nossas relações interpessoais, nas diferentes rotinas de cada um, nos diferentes modos de se viver esse tempo, nas diferentes estratégias de lidar com o isolamento social.


Rosely Sayão: “Educar é apresentar a vida e não dizer como viver”

Rosely Sayão: “Educar é apresentar a vida e não dizer como viver”

 13/03/2020

Educar não é fácil, muito menos nos tempos atuais. A sociedade tem passado por muitas transformações, e os pais se veem, tantas vezes, completamente perdidos. É o que evidencia a psicóloga Rosely Sayão em seu recém-lançado livro Educação sem blá-blá-blá (Ed. Três Estrelas, 2016).


Entrada na adolescência

Entrada na adolescência

 06/03/2020

A entrada na adolescência traz grandes desafios para a família e para os indivíduos. Entendemos, enquanto escola, que é muito importante para as famílias conhecer as principais transformações para que esse período tão importante da vida seja vivido de forma saudável para toda família. O texto a seguir traz contribuições importantes.


“Eu tenho a força!”

“Eu tenho a força!”

 28/02/2020

Há muito tempo não tinha a oportunidade de fazer uma criança dormir em minha casa. Meu único filho é um jovem adulto e não mora mais conosco... Assim, contento-me em aguardar o dia em que será possível ter meu netinho ocupando seu quarto em minha casa para então poder viver a experiência de cuidar mais de perto de uma criança, e fazê-la dormir, como acontecia com meu filhote.


Diversidade

Diversidade

 28/02/2020

Pensando na escola como um ambiente onde se reúne a maior diversidade durante um considerável tempo (e não é apenas pelos critérios de afinidades), também como um espaço privilegiado de construção de conhecimento e interação social, chegamos à conclusão de que valores como respeito, empatia, solidariedade, colaboração, ética, dentre outros, não podem ficar fora do que entendemos por “educação integral” dos sujeitos.


Tarefa de casa em família: um momento de aprendizado para todos

Tarefa de casa em família: um momento de aprendizado para todos

 21/02/2020

Após chegar da escola, é normal que seu filho esteja cansado para realizar as tarefas escolares. É exatamente por isso...


Adolescência em questão

Adolescência em questão

 21/02/2020

Falta de sono na hora de dormir, sono demais na hora de levantar, preguiça para realização de tarefas de casa, preguiça para leitura, tempo em excesso nos eletrônicos, conflitos com a família, quarto sempre desarrumado. Se você é mãe, pai ou responsável de um pré-adolescente/adolescente, você provavelmente já presenciou pelo menos uma das situações acima. Não se assuste porque a grande maioria desses “sintomas” é natural, porém passageira.


Educar - Desafios e Possibilidades

Educar - Desafios e Possibilidades

 14/02/2020

Me deparei há algum tempo com um texto de Rubem Alves falando sobre a Arte de Educar. E se existe algo que normalmente as pessoas concordam é sobre o grande desafio que envolve esse processo. A Escola Interamérica, ciente de sua responsabilidade enquanto parceira da família e da sociedade, se sente também diariamente desafiada a estudar, aprimorar e qualificar cada vez mais o seu trabalho pedagógico.


A arte de viver em mundos distintos ao mesmo tempo, tentando conhecer a si mesmo

A arte de viver em mundos distintos ao mesmo tempo, tentando conhecer a si mesmo

 07/02/2020

Em uma escola, cabe a nós reconhecer os talentos de cada estudante sob nossa responsabilidade. Se buscamos colocá-los todos na mesma fôrma, corremos o risco de enterrar artistas, cientistas, e tantos outros profissionais que poderiam brilhar em um futuro muito mais próximo do que imaginamos. O mundo da nossa consciência privada precisa ser preparado também para respeitar o outro.