Comunicação

Feira Cultural: espaço de comunicação e aprendizagem

Publicado em : 23/11/2018

 

"Feira Cultural: espaço de comunicação e aprendizagem."               

           

 

por André Mols*

 

 

Amanhã, dia 24 de novembro, vivenciaremos mais uma Feira Cultural em nossa escola, na Unidade II. Esta é uma das atividades que propiciam um recorte mais amplo das diferentes ações pedagógicas que foram desenvolvidas ao longo do ano por professores e estudantes. Mas, afinal de contas, o que são os conhecidos “trabalhos” escolares? Qual sua função?

É publico e notório que o ser humano aprende fazendo, e mais, aprende de fato quando ensina. Não é à toa que as licenciaturas têm em seus currículos momentos nos quais os(as) futuros(as) professores(as) devem preparar aulas, lecioná-las e posteriormente avaliar os resultados obtidos de maneira a qualificar o trabalho desenvolvido. No entanto, ainda assim nada substitui a experiência do fazer com o outro. De maneira análoga, dentre os objetivos da Feira Cultural, podemos listar a comunicação de resultados e o trabalho colaborativo, estas competências do século XXI, que na verdade são atemporais e não tem prazo de validade. Aprende-se muito quando se faz.

Ao pensar a Feira Cultural, esperamos que ela:

  • Sirva como espaço de apresentação/divulgação de trabalhos desenvolvidos na comunidade escolar, fruto de um processo reflexivo de ensino aprendizagem;
  • Promova a integração de diferentes grupos escolares e troca de experiências educativas;
  • Promova a integração de estudantes, professores e comunidade escolar por intermédio de trocas de experiências didático-pedagógicas;
  • Valorize o desenvolvimento de projetos de investigação sobre temas contextualizados e relativos à realidade local, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias para progressiva autonomia intelectual do(a) estudante e do(a) professor(a);
  • Coloque em evidência trabalhos de reconhecido destaque científico e valor educacional;
  • Favoreça a compreensão da natureza como um conjunto dinâmico, passível de ser investigada de forma sistemática e racional.

O envolvimento dos(as) estudantes em atividades que culminam na Feira Cultural ocorre de diversas maneiras. Alguns têm mais facilidade de expressão oral, outros, expressão escrita. Outros, ainda, são prodigiosos em desenho, pintura, ou têm disposição de sobra para contribuir na montagem final que antecede a Feira, uma atividade que acontece ao longo de todo o dia de hoje. Trabalhos de montagem, informativos ou investigatórios vivem e convivem lado a lado, tanto ao longo do ano letivo como neste momento. No trabalho colaborativo, o processo de pensamento, as tentativas, dúvidas, e momentos de satisfação fazem com que todos de desenvolvam – e isto inclui todos, inclusive a equipe de professores e professoras, que aprendem também a cada minuto nesta relação com os(as) estudantes.

Para além do que normalmente entendemos como processo natural na escola – estudar através de livros didáticos, fazer registros das aulas, completar tarefas de casa, estudar para provas, e outras inúmeras ações – buscamos oportunizar, durante eventos dessa natureza, momentos nos quais os(as) estudantes possam , efetivamente, mostrar um pouco mais do que estudaram, dentro da ótica de uma pesquisa científica, ainda que esta não apresente o rigor esperado na academia.

Quando participamos, enquanto visitantes, devemos nos lembrar que esta tarefa não é fácil, tendo em vista os obstáculos que se apresentam. O que se indica são as possibilidades e desafios superados. O que se espera – a aprendizagem.

Convidamos a todos, portanto, para mais uma Feira Cultural na Escola Interamérica. Amanhã, dia 24/11, das 09h às 13h !

 

 

*André Mols é é Coordenador Pedagógico Geral, Coordenador das Áreas de Línguas e Arte na Escola Interamérica - Unidade II e Assessor Pedagógico da Escola Ampliada na Escola Interamérica - Unidade I.

 

 


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