Comunicação

Comunicação: a melhor coisa que você pode fazer por seus filhos

Publicado em : 31/05/2019

 

Comunicação: a melhor coisa que você pode fazer por seus filhos        

Por Larissa Pereira

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Estudo com pesquisadores de Harvard e do MIT prova que conversas saudáveis entre adultos e crianças são capazes de beneficiar desenvolvimento cerebral.

Dizer que é importante conversar com uma criança em fase de desenvolvimento não é contar nenhuma novidade. A comunicação é, sem dúvida, uma das habilidades mais necessárias para os seres humanos, e incentivá-la desde a infância tem sido prática constante entre pais e cuidadores. Contudo, segundo um grupo de pesquisadores da Universidade Harvard e do MIT, dois centros de pesquisa de ponta nos Estados Unidos, não é qualquer tipo de comunicação que faz a diferença.

Usando aparelhos de ressonância magnética funcional (fMRI), os pesquisadores conseguiram provar que a comunicação, quando feita com intencionalidade e abertura, é capaz de beneficiar o cérebro das crianças mais do que outros tipos de estímulos. Eles identificaram diferenças na resposta do cérebro à linguagem e correlacionaram a quantidade de conversas que os pais tinham com seus filhos. Nas crianças que vivenciaram mais conversas, a parte do cérebro envolvida na produção da fala e no processamento da linguagem ficou mais ativa do que em outros momentos nos quais elas só escutavam instruções ou frases soltas ditas por seus pais.

Segundo Rachel Romeo, líder do estudo, os resultados mostraram que o importante não é falar para a criança, mas sim falar com a criança. Nesse caso, a diferença não é uma simples questão de semântica. “Não se trata apenas de descarregar um grande volume de linguagem no cérebro do seu filho, mas de conseguir manter uma conversa contínua com ele”, disse em entrevista ao portal de notícias da instituição americana durante o lançamento da pesquisa, em 2018.

Isso significa que para uma criança desenvolver boas capacidades de comunicação não basta apenas fazê-la absorver o máximo de palavras que seus pais e cuidadores têm a ensinar. Ela precisa ter a chance de conversar usando suas palavras e expressões, e aprendendo a escutar quando necessário, afim de compreender como se dá uma interação saudável entre duas ou mais pessoas. “O fato realmente inovador do nosso artigo é que ele fornece a primeira evidência de que a conversa familiar em casa está associada ao desenvolvimento do cérebro em crianças”, disse John Gabrieli, professor de ciências cerebrais e cognitivas e autor sênior do estudo.

Os pesquisadores esperam que suas descobertas encorajem os pais a envolver seus filhos pequenos em mais momentos de conversa, incentivando-os a se expressar e a dar opinião sobre o que se passa a sua volta. “Uma das coisas sobre as quais estamos empolgados é que parece algo relativamente útil, porque é específico. Isso não significa que é fácil para as famílias menos instruídas ou sob maior estresse econômico ter mais conversas com seus filhos. Mas, ao mesmo tempo, é uma ação direcionada e específica, e pode haver maneiras de promover ou incentivar isso em todos os setores”, concluiu Gabrieli.

 

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