Comunicação

Como falar sobre saúde mental com seus filhos

Publicado em : 07/06/2019

 

 

Como falar sobre saúde mental com seus filhos

 

 

por Sempre Família*

 

Assim como com qualquer outra doença do corpo, conversar com os filhos sobre as doenças mentais é necessário, mas, nada fácil, porque ninguém quer expor as crianças a assuntos complicados como depressão e ansiedade. Acontece que, quanto mais cedo você começar a conversar com seu filho sobre saúde mental, mais ele se sentirá à vontade para falar sobre suas próprias preocupações, e o mal poderá ser cortado pela raiz.

Em entrevista ao site Today’s Parent, a promotora de saúde mental na Associação de Saúde Mental do Canadá, Jill Dennison, explica que as crianças devem entender que cuidar bem dessa área da saúde significa ter um equilíbrio na vida, e que esse equilíbrio é diferente para cada um. Ter contato com essas informações enquanto ainda são bem novos pode ajudá-los a reconhecer aquilo que está desequilibrado em suas vidas e, assim, encontrarem seu próprio ritmo.

“A saúde mental afeta a todos nós, não importa a idade. Se temos um cérebro, temos saúde mental e essa é uma boa forma de falar sobre isso com as crianças”, explica Jill sem deixar de orientar que é importante abordar o assunto tratando-o como saúde mental e não doença mental.

Aqui estão algumas dicas de especialistas que podem ajudá-lo a continuar essa conversa.

 

Traga o assunto à tona

Se você não sabe como começar essa conversa com seu filho e está se sentindo inseguro, encontrar situações relacionadas a isso na vida cotidiana pode ajudá-lo. Um filme que mostra a história de um personagem com desafios de saúde mental pode ser um bom ponto de partida. Na escola, as crianças ouvem brincadeiras com todos os tipos de estereótipos, portanto, se você ouvir seu filho ou seus amigos usando um termo depreciativo como “louco”, use esse momento como uma maneira de começar a conversa. Uma obra de arte que retrata as emoções e cause o interesse de seu filho também é uma ótima oportunidade. Até mesmo um incidente com algum membro da família que tenha algum problema nessa área pode ser usado como uma oportunidade de aprofundar o assunto: comece perguntando como seu filho se sente quanto a isso e, depois, deixe a conversar fluir.

 

Encontre as palavras certas

Para falar sobre qualquer assunto, você precisa encontrar a linguagem apropriada para a idade de seu filho. Criar a narrativa sobre saúde mental em cima de uma situação próxima é sempre a melhor forma. É importante, também, que as crianças saibam que não existe pergunta estúpida, assim eles não ficarão receosos de falar sobre o assunto. Ouça-os sempre sem nenhum tipo de julgamento e dê a eles a oportunidade de expressar o que estão sentindo.

Encontre maneiras de explicar ao seu filho que uma doença no cérebro não é diferente de uma doença no corpo, como o câncer, por exemplo. Ao fazer essa comparação, as crianças podem entender melhor como um membro da família está passando por uma doença específica e como elas podem ser tratadas e ajudadas para ficarem bem.

 

Adapte as explicações à sua idade

Nunca é cedo para começar essa conversa, mas é claro que a forma como você irá conversar com seu filho de 13 anos será diferente de como abordará o assunto com seu filho de apenas três. “Não sobrecarregue crianças pequenas com estatísticas e definições”, afirma Jill. Ao falar sobre depressão, por exemplo, você pode explicar a seu filho que todos nós nos sentimos tristes algumas vezes na vida, mas que a depressão é quando essa tristeza começa a interferir na nossa vida diariamente e se torna esmagadora, durando um longo período de tempo. Use palavras que ele compreenda bem, mas não sinta que precisa minimizar nada.

 

Seja honesto sobre a realidade do suicídio

Quando o pior acontece e um ente querido morre por suicídio, muitos pais sentem o impulso de proteger as crianças dessa notícia. Mas para os especialistas, conversar com calma sobre o ocorrido com as crianças que têm idade suficiente para entender a morte, pode ajudar a minimizar o medo. “Seja honesto sobre o fato de que foi um suicídio, mas deixe claro que a criança não foi responsável e nem poderia ter impedido isso”, alerta Jill. Falar sobre isso abrirá a porta para uma relação positiva de confiança e entendimento entre você e seu filho. Através dessa abertura, ele saberá que você é acessível para falar também sobre as coisas ruins que acontecem e que, principalmente, você estará lá para ajudá-lo.

 

Disponível em: <https://www.semprefamilia.com.br/como-falar-sobre-saude-mental-com-seus-filhos/>. Acesso em: 7 jun. 2019.

 


Escola Interamérica, Uma Escola Viva

Escola Interamérica, Uma Escola Viva

 26/06/2020

Saímos todos da nossa zona de conforto e tivemos que nos readaptar à nova realidade imposta. Cada um sentiu e viveu esse período de diferentes maneiras, não é mesmo? E, gradativamente, os medos foram se transformando. Das dúvidas e angústias, nasceram  possibilidades e certezas.


Avaliação da aprendizagem em aulas não presenciais

Avaliação da aprendizagem em aulas não presenciais

 29/05/2020

Todos nós já ouvimos falar bastante sobre este assunto, e certamente temos algum tipo de “opinião” sobre ele, ainda que muitos não tenham estudado formalmente algo voltado para o tema.


A “romantização” do isolamento social em casa

A “romantização” do isolamento social em casa

 11/05/2020

Estamos todos no mesmo barco? Não. Na verdade nunca estivemos, e agora, mais do que nunca, não estamos. Se há algo em comum que nos interliga nesse tempo de pandemia é o fato de estarmos imersos no cenário que é a nossa casa, na realidade das nossas relações interpessoais, nas diferentes rotinas de cada um, nos diferentes modos de se viver esse tempo, nas diferentes estratégias de lidar com o isolamento social.


Rosely Sayão: “Educar é apresentar a vida e não dizer como viver”

Rosely Sayão: “Educar é apresentar a vida e não dizer como viver”

 13/03/2020

Educar não é fácil, muito menos nos tempos atuais. A sociedade tem passado por muitas transformações, e os pais se veem, tantas vezes, completamente perdidos. É o que evidencia a psicóloga Rosely Sayão em seu recém-lançado livro Educação sem blá-blá-blá (Ed. Três Estrelas, 2016).


Entrada na adolescência

Entrada na adolescência

 06/03/2020

A entrada na adolescência traz grandes desafios para a família e para os indivíduos. Entendemos, enquanto escola, que é muito importante para as famílias conhecer as principais transformações para que esse período tão importante da vida seja vivido de forma saudável para toda família. O texto a seguir traz contribuições importantes.


“Eu tenho a força!”

“Eu tenho a força!”

 28/02/2020

Há muito tempo não tinha a oportunidade de fazer uma criança dormir em minha casa. Meu único filho é um jovem adulto e não mora mais conosco... Assim, contento-me em aguardar o dia em que será possível ter meu netinho ocupando seu quarto em minha casa para então poder viver a experiência de cuidar mais de perto de uma criança, e fazê-la dormir, como acontecia com meu filhote.


Diversidade

Diversidade

 28/02/2020

Pensando na escola como um ambiente onde se reúne a maior diversidade durante um considerável tempo (e não é apenas pelos critérios de afinidades), também como um espaço privilegiado de construção de conhecimento e interação social, chegamos à conclusão de que valores como respeito, empatia, solidariedade, colaboração, ética, dentre outros, não podem ficar fora do que entendemos por “educação integral” dos sujeitos.


Tarefa de casa em família: um momento de aprendizado para todos

Tarefa de casa em família: um momento de aprendizado para todos

 21/02/2020

Após chegar da escola, é normal que seu filho esteja cansado para realizar as tarefas escolares. É exatamente por isso...


Adolescência em questão

Adolescência em questão

 21/02/2020

Falta de sono na hora de dormir, sono demais na hora de levantar, preguiça para realização de tarefas de casa, preguiça para leitura, tempo em excesso nos eletrônicos, conflitos com a família, quarto sempre desarrumado. Se você é mãe, pai ou responsável de um pré-adolescente/adolescente, você provavelmente já presenciou pelo menos uma das situações acima. Não se assuste porque a grande maioria desses “sintomas” é natural, porém passageira.


Educar - Desafios e Possibilidades

Educar - Desafios e Possibilidades

 14/02/2020

Me deparei há algum tempo com um texto de Rubem Alves falando sobre a Arte de Educar. E se existe algo que normalmente as pessoas concordam é sobre o grande desafio que envolve esse processo. A Escola Interamérica, ciente de sua responsabilidade enquanto parceira da família e da sociedade, se sente também diariamente desafiada a estudar, aprimorar e qualificar cada vez mais o seu trabalho pedagógico.