Comunicação

A difícil “arte” de escolher

Publicado em : 16/08/2019

 

 

A difícil “arte” de escolher

 

por Eloá Azzena Parada*

 

A vida adulta é carregada de tarefas e obrigações. Temos deveres intermináveis (de nos sustentar, em primeiro lugar, de pagar os impostos, contas do mês, organizar as refeições para nós e nossos familiares, trabalhar, cuidar da casa, dos filhos etc) e, a cada dia, vamos colocando mais metas e obrigações em nossas listas de coisas a fazer, ora escolhidas por nós, conscientemente, ora determinadas pela vida e o contexto que vivemos (devemos fazer atividade física, estarmos conectados às mais diversas informações, estudarmos constantemente e tantas outras coisas que “devemos”).

Junto com as obrigações, a fase adulta nos presenteia com a liberdade de fazermos nossas escolhas, com a autonomia diante da busca por nossos sonhos, desejos e idealizações. Temos inúmeras possibilidades de escolher, quando adultos, sobre os rumos e caminhos que trilharemos, sobre nossas carreiras, configurações familiares, formas de nos alimentarmos, estilos de vestimentas e tantas outras escolhas que fazemos, que constituem a nossa forma de ser e estar no mundo.

Estamos imersos em um contexto carregado de possibilidades e saturado de milhares de alternativas que nos confundem e nos deixam indecisos. Com esse exagero de opções para tudo o que vamos escolher, nos tornamos inseguros com relação às nossas opções, exigentes ao extremo, intolerantes com aquilo que escolhemos e sujeitos a reclamar de tudo o que nos foi oferecido. 

Enquanto mães, pais, educadores e responsáveis por “seres humaninhos” ainda nas fases da infância e da adolescência, trazemos também, enquanto adultos, o dever do cuidar, de escolher os valores, princípios e as formas de educar aqueles que estão sob nossa responsabilidade; o que aumenta ainda mais nossa angústia. Além de escolher por nós, também escolhemos por outros (ainda impossibilitados de fazerem todas as suas escolhas autonomamente).

A cada fase da vida, nossas e de nossas filhas e filhos fazemos novas escolhas. Algumas conjuntamente, outras por nós mesmos; uma grande parte delas simples e muitas carregadas de significados e marcas profundas. 

Ter consciência de nossas escolhas, clareza dos critérios que adotamos e sabedoria para compreender que toda escolha envolve uma perda nos tranquiliza e nos traz segurança.

O sentimento de estarmos perdendo muita coisa ao fazermos nossa escolha é natural ao processo de ESCOLHER, aprender a lidar com nossas escolhas, assertivas, ou não, faz parte da vida. Autorrefletir sobre elas, aproximando-as, o máximo possível, de nossos princípios nos torna resilientes diante das adversidades que perpassam nossos caminhos.

 

*Eloá Azzena Parada – Educadora e Orientadora Educacional -Unidade I

 

 


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