Comunicação

Ser estudante: a construção de um hábito

Publicado em : 16/02/2018

Ser estudante: a construção de um hábito

Caminhamos para o segundo mês de aula e as discussões, reflexões e construções do conhecimento se intensificam em nosso dia a dia.

Como todo processo adaptativo, no início de cada ano, demoramos um pouco para “entrar no ritmo”, incorporarmos os novos hábitos, rotinas e assumirmos os papéis, demandas e deveres que o novo representa.

Um exemplo claro da dificuldade de mudarmos um hábito e construirmos uma nova rotina são as atitudes que tomamos para “sabotarmos” este momento: o corpo parece mais pesado do que nunca, os imprevistos acontecem a todo instante, a preguiça, o cansaço, a falta de tempo... São sempre bons argumentos ou justificativas para não irmos e adiarmos o início da academia, o curso de inglês, as aulas de pintura, a prática da atividade física...

De acordo com a Neurociência, o cérebro demora cerca de 21 dias para mudar um caminho neuronial (percurso dos neurônios em nosso cérebro) e assimilar um “novo” comportamento.

Construir um hábito pode parecer sacrificante no começo, mas, depois de incorporado, é gratificante e promove uma deliciosa sensação de bem-estar. Para o incorporarmos, precisamos ter compromisso, o que significa nos comprometermos com aquela prática. De acordo com o dicionário da Língua Portuguesa, o substantivo hábito significa: Costume; maneira de se comportar; modo regular e usual de ser, de sentir ou de realizar algo. Prática repetida que se torna conhecimento ou experiência.

Escovar os dentes, pentear o cabelo, tomar banho, comer de garfo e faca são hábitos que aprendemos “naturalmente” pelo convívio e educação de nossa família e daqueles que nos circundam. Com os estudos e a aprendizagem é o mesmo caminho.

Estudar, ler, escrever, se dedicar à literatura, à pesquisa e à construção do conhecimento deve ser ensinado, praticado e incorporado ao cotidiano de nossas crianças.

Da mesma forma que construímos comportamentos saudáveis, como a alimentação balanceada e a prática de atividades físicas, podemos construir os que estimulam o raciocínio e o desenvolvimento cognitivo, como o estudo, a leitura, a reflexão e a discussão de temas variados.

Ser estudante é ter o hábito do estudo. É assumir seu papel, assumir o protagonismo em seu processo de aprendizagem, pois como o próprio termo nos ensina: aprendizagem é o aprendiz que age. Aquele que atua na construção e ação de seus saberes e descobertas.

O hábito de estudar pode ser um momento de diálogo e valorização da família, um momento para a aprendizagem e a troca de conhecimentos entre todos. Sempre é bom aprendermos mais e mais, ainda mais quando se trata de compartilhar com nossos (as) filhos (as) o papel que exercem em seus processos de aprendizagem, de relação com o mundo e o outro.

Na Interamérica, iniciamos o ano refletindo sobre o que é ser estudante e quais atitudes devemos adotar para aprimorarmos este papel.

Discutimos as condutas adequadas dentro de sala de aula para a potencialização das capacidades reflexivas e autorreflexivas de uma aprendizagem ativa. Como tarefa de casa, nossos alunos iniciaram a organização da rotina de estudos com a família, estabelecendo as prioridades e necessidades diante de suas demandas e hábitos.

Disciplina, empenho, automotivação e organização são qualidades/metas que permearam nossas reflexões para que nossos alunos exerçam sua “função” de estudante com excelência.

Educação é um caminho e não um destino, por isso, esperamos construir, cotidianamente, com nossos estudantes, os caminhos da aprendizagem.

Eloá Parada - Orientadora Educacional de 1º ao 5º Ano da Unidade I.


"O papel da escola no desenvolvimento socioemocional do indivíduo" e "A grande engrenagem"

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Essa semana, a Escola Interamérica compartilha dois interessantes textos, escritos por duas de nossas Orientadoras Educacionais, sobre a escola e o desenvolvimento socioemocional de crianças e adolescentes.


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O filósofo, educador e professor Mario Sergio Cortella alerta que as famílias estão confundindo escolarização com educação; para ele, pais devem retomar seu papel


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Há até pouco tempo, sabíamos com clareza conceituar a adolescência: um período de transformações pessoais, sociais, emocionais, psicológicas e, principalmente, de concepção a respeito de si mesmo e da vida, que resultava em mudanças de comportamento. A puberdade –as alterações físicas dessa etapa– antecedia a adolescência e a precipitava.

E agora? Primeiramente, essa etapa da vida foi prolongada: não termina mais perto dos 20 anos, com a entrada na maturidade adulta. Hoje, podemos considerar a adolescência até mais ou menos os 25 anos, e olhe lá! Seu início também foi antecipado: não depende mais da puberdade, pois pode se iniciar bem antes.


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Anos atrás, lecionando literatura no Ensino Médio, afirmei em sala de aula que a arte é a representação da realidade a partir da ótica do artista. Hoje, muitos anos depois, continuo entendendo a arte desta maneira, como uma ferramenta que transporta sentimentos e traduz sob múltiplas formas a experiência humana na Terra. Assim como o estudo da Filosofia, da História e dos diferentes sistemas linguísticos, contribui de maneira real para o entendimento, mesmo que pequeno, do homem no mundo.


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Embora os pais estejam cada vez mais conscientes do valor de uma boa autoestima para uma vida adulta bem-sucedida e feliz, e de estarem cada vez mais informados quanto à importância do seu próprio papel no processo de desenvolvimento dos seus filhos, os adolescentes de hoje em dia parecem cada vez mais frágeis e inseguros.


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Nas últimas semanas, fomos surpreendidos pelas tristes notícias referentes a casos de suicídio entre adolescentes em São Paulo. Por compartilharmos de uma mesma dor e mediante a toda repercussão nas mídias sociais, uma questão sempre emerge nos fazendo pensar: “O que tanto angustia os adolescentes hoje?” Não é uma resposta simples diante da velocidade das mudanças que vivemos em nossa sociedade, porém, isso não nos exime de fazer esse questionamento e refletir sobre possíveis respostas. Essa preocupação perpassa a todos aqueles que de uma forma ou de outra se relacionam e participam da formação desses jovens: família, amigos, escola, etc.


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