Comunicação

Que orientações e dicas de estudos são feitas aos nossos estudantes?

Publicado em : 17/08/2018

 

Que orientações e dicas de estudos são feitas aos nossos estudantes?             

 

por Andrea Ribeiro* 

      

Com a grande quantidade de matérias a estudar, muitas vezes, os estudantes se veem em um túnel sem saída. Começam a inventar desculpas, criando mais obstáculos que os afastam de sua linha de chegada.

Tenho tarefas de casa demais e ainda tem a tarefa de estudante.”

Tenho muitas atividades extras!

Olha o peso da minha mochila!

Com isso, vão se criando mais e mais desculpas.

Vou ver esse seriado e depois começo” >> lá se vão 5 episódios!

Vou deitar só para fazer a digestão” >> lá se vão 3 horas!

Vou entrar rapidinho na rede social para ver essa notificação” >> lá se vão 40 minutos!

Nossa mente busca formas de escapar das tarefas que julgamos mais chatas ou mais cansativas e, com o tempo, se torna uma máquina de desculpas e, o pior, nós aceitamos essas desculpas! Precisamos ter força de vontade e determinação para conquistarmos os objetivos. A Escola Interamérica cotidianamente reflete com os estudantes sobre a importância de aproveitar a sala de aula como espaço de aprendizagem e entender a rotina de estudo em casa como necessária para a consolidação do conhecimento.

Seguem algumas dicas para ajudar no melhor aproveitamento do estudante, em casa e na escola, em relação às tarefas de casa e de estudante (essas dicas também são trabalhadas com os estudantes aqui na Escola Interamérica)

  1. ORGANIZAÇÃO DA ROTINA  - ter um quadro/cronograma com os horários de atividades semanais e se esforçar para cumpri- los. Focar no cronograma e seguí-lo à risca! O cronograma é importante para ajudar a criar a disciplina e conseguir estudar todos os dias, principalmente, porque dá visibilidade e sensação de dever cumprido. Aprender não é um privilégio do acaso, é resultado de uma rotina de estudo, esforço diário e muito empenho. Dividindo o estudo por etapas, lendo, marcando, fazendo anotações e exercícios, o estudo ficará mais eficiente. A prática formará o hábito de estudo. O estudo como verdadeiro hábito, capaz de fazer parte da rotina semanal do estudante, deve ser uma atividade realizada sem a dependência de um adulto – isso é ter autonomia.
  2. AMBIENTE  - usar local adequado, silencioso e sem distrações que possam atrapalhar os estudos (televisão, computador, celular, movimento de pessoas etc).

  3. ORGANIZAÇÃO DOS MATERIAIS – ter em mãos todo material necessário para o momento de estudos – livros, cadernos, estojo; a falta de qualquer item interfere na concentração e no foco, reforçando as desculpas: “não posso estudar porque estou sem lápis”. 
  4. DEFINIÇÃO DE METAS – ao analisar seus resultados, pensar/propor ações para melhoria: revisar as aulas do dia, identificar dúvidas, fazer pesquisa, ler para aprofundamento de conteúdo ou para se preparar para a próxima aula, retomar conteúdos para avaliações, ler livros literários, entre outros. 
  5. METODOLOGIA DE ESTUDO – há vários métodos de estudo e cada pessoa vai praticando o que mais atende suas necessidades. É NECESSÁRIO EXPERIMENTÁ-LOS para que o estudante identifique aqueles que trazem maior eficiciência. Algumas sugestões:
    • REVISÃO DIÁRIA -Além de ajudar a não acumular matérias, estudar o conteúdo visto em sala de aula, no mesmo dia, fará com que o cérebro entenda que aquilo é importante, contribuindo para a sedimentação daqueles conceitos, o que gera uma aprendizagem mais significativa e duradoura. Além disso, para incorporar melhor as ideias, é preciso questionar sobre o tema estudado e depois tentar explicar o conteúdo com as próprias palavras (o estudante pode explicar para si mesmo, ou para outra pessoa). Outro benefício da revisão diária é a possibilidade de identificação de dúvidas. Ao fazer isso, o estudante pode “correr atrás”, por meio de pesquisas, para resolver essa pendência ou, caso não consiga sanar suas dúvidas, destacar (com um símbolo colorido, um marcador de texto) o ponto que ele precisa retomar, na próxima aula, com o professor. Com certeza, o estudante que tem essa prática de revisão diária, vai mais preparado na próxima aula, tendo perguntas a fazer ou trazendo ampliações do que pesquisou, ações que contribuem também para o aprendizado de todo o grupo.
    • ESTUDO ANTECIPADODevorar livros e resumos em cima da hora não adianta em nada. O cérebro precisa de um tempo para assimilar o conteúdo lido e aprendido. Para aumentar a capacidade de memorização, recomenda-se reservar três dias diferentes na semana para estudar antes de uma avaliação. A ideia é dedicar algumas horas de estudo para cada um desses dias. Sendo assim, deve-se começar esse processo pelo menos uma semana antes de cada avaliação.
    • REGISTRO EM CARTÕES Neste método de estudo, o estudante escreve, em cartões, os termos de maior relevância dos conteúdos, e pede a um familiar ou amigo que faça perguntas para verificar quantos deles conseguiu aprender. Os que não foram lembrados/fixados devem ser relidos para que o processo seja feito outra vez, até que o estudante lembre-se dos termos de todos os cartões.
    • FICHAMENTO OU RESUMO - Ler atentamente o livro-texto é um passo obrigatório em qualquer preparação, mas o estudo não pode terminar por aí. Também é fundamental reorganizar as informações lidas com as próprias palavras. Uma forma de fazer isso é elaborar fichamentos, isto é, sínteses esquemáticas de cada texto. Outra possibilidade é redigir um resumo, reescrevendo com as próprias palavras o conteúdo estudado. Pode ser um texto corrido ou por tópicos: o importante é traduzir as ideias para a uma linguagem própria, incluindo interpretações e comentários pessoais sobre o tema.
    • MAPA MENTAL - O mapa mental é uma ferramenta que ajuda a mapear as ideias, uma forma de criar associações entre diferentes informações e guiar o pensamento sempre que for difícil organizá-lo. Um mapa mental possui como centro um tema e vai se ramificando a partir de palavras ou imagens que conectam ideias e informações ligadas ao tema central. Objetivos de um mapa mental: facilitar a memorização, organizar os pensamentos, expressar a criatividade.

Na Escola, orientamos que o estudante:

  • Aproveite o tempo em sala de aula.
  • Evite distrações com conversas paralelas e brincadeiras com os colegas.
  • Preste muita atenção às explicações dos professores, realizando as atividades com muita atenção e responsabilidade.
  • Pergunte, tire todas as dúvidas, não fique com receio ou vergonha, pois a sala de aula é o local adequado para isso.

 

Conhecendo o que trabalhamos na escola, a família pode aproveitar este material em casa e reforçar essa rotina.

 

 

*Andrea Ribeiro é Orientadora Educacional do 6º Ano da Escola Interamérica.


Refletindo sobre o consumismo

Refletindo sobre o consumismo

 15/02/2019

REFLETINDO SOBRE O CONSUMISMO _______________________________________________________________________________________________ QUEM ESTIMULA? COMO EVITAR? QUAL A NOSSA RESPONSABILIDADE? QUAL IMPACTO DO CONSUMO NAS NOSSAS VIDAS E NA VIDA PLANETÁRIA? Ninguém nasce consumista. O [...]


O afeto é algo que se aprende

O afeto é algo que se aprende

 15/02/2019

Na vida, passamos por diversos tipos de aprendizagem: matemática, línguas, ciências naturais, ciências humanas etc. A lista é extensa e quem frequenta a escola sabe bem do que eu estou falando. Conteúdos importantes, cada um nos ensinando a olhar a vida de um jeito novo.


Educar para a solidariedade

Educar para a solidariedade

 08/02/2019

“Não basta que as crianças ouçam falar de valores. Para aprender, elas devem experimentar e incorporar esses valores. Não basta sentir, experimentar e pensar sobre valores.


Com quem conversamos?

Com quem conversamos?

 08/02/2019

Quem nunca errou ao usar seu celular? Os puros absolutos podem jogar a primeira pedra nos pecadores do vale da morte da etiqueta digital. Luciana Caran e Thais Herédia lançaram o Manual dos Pecados Digitais com ilustrações de Maria Eugênia Longo. O texto é uma arma eficaz para que cada um de nós pare e pense a respeito dos exageros e grosserias da era digital.


Eu conheço o meu filho?

Eu conheço o meu filho?

 01/02/2019

Quando pergunto se conhece, não estou falando sobre saber da rotina, o que ele faz. Estou me referindo ao conhecê-lo: saber do que gosta, o que agrada ou desagrada. Vou deixar algumas perguntinhas para que você reflita e invista nessa busca em conhecê-lo.


Como estudar

Como estudar

 01/02/2019

O maior inimigo da concentração é o seu smartphone. Quem não quer estudar deixa o aparelho acessível. Quem deseja focar com sucesso tranca em gaveta longe.


Desenvolvimento e desafios: 2018 em revista.

Desenvolvimento e desafios: 2018 em revista.

 30/11/2018

“A escola é um universo que colide com outro universo, que é o aluno do novo século, que está conectado com diversas tendências, diversas formas de pensar e com muitos caminhos possíveis para trilhar.”**

Neste contexto, estamos sempre nos reconstruindo para atender e entender esses jovens com seu universo em expansão e que necessitam de um espaço cujo conhecimento seja agregador, envolvente, abrangente e humanizador. Sabemos da nossa responsabilidade em formar pensadores, mentes conectadas com seu tempo, pessoas relevantes, autênticas, éticas e desbravadoras.


Feira Cultural: espaço de comunicação e aprendizagem

Feira Cultural: espaço de comunicação e aprendizagem

 23/11/2018

É publico e notório que o ser humano aprende fazendo, e mais, aprende de fato quando ensina. Não é à toa que as licenciaturas têm em seus currículos momentos nos quais os(as) futuros(as) professores(as) devem preparar aulas, lecioná-las e posteriormente avaliar os resultados obtidos de maneira a qualificar o trabalho desenvolvido. No entanto, ainda assim nada substitui a experiência do fazer com o outro. De maneira análoga, dentre os objetivos da Feira Cultural, podemos listar a comunicação de resultados e o trabalho colaborativo, estas competências do século XXI, que na verdade são atemporais e não tem prazo de validade. Aprende-se muito quando se faz.


Adultos autênticos. Jovens seguros.

Adultos autênticos. Jovens seguros.

 09/11/2018

Os jovens, em processo de formação, buscam encontrar modelos nos adultos com quem convivem e, quase sempre inconscientemente, testam-nos para saber se podem confiar neles, se eles lhes trazem a segurança necessária para a sua formação. Se não encontram nesses, vão, invariavelmente, buscar essa segurança noutras opções, noutras possibilidades nem sempre recomendáveis, como temos visto frequentemente no dia a dia e pela imprensa.

Entretanto, cabe perguntar qual é aquele “modelo” de adulto que satisfaz a procura do jovem.


Lidando com um adolescente através da Comunicação Não Violenta (CNV)

Lidando com um adolescente através da Comunicação Não Violenta (CNV)

 26/10/2018

O adolescente, diferente da criança, pode não demonstrar facilmente aquilo que sente, nem falar de seus conflitos, tristezas e frustrações. E esse comportamento torna desafiador para a família compreender as emoções do jovem e lidar com elas, em especial quando não existe ou há pouco diálogo familiar.

Dentre inúmeras ferramentas ou meios de lidar com as emoções dos adolescentes, trouxemos aqui, para contribuir com a harmonia familiar, a COMUNICAÇÂO NÃO VIOLENTA (CNV), uma abordagem proposta pelo psicólogo americano Marshall B Rosenberg.