Comunicação

Projeto Conviver e Jogos Ativos: aulas complementares ao desenvolvimento socioemocional

Publicado em : 22/03/2019

Projeto Conviver e Jogos Ativos: aulas complementares ao desenvolvimento socioemocional

Eloá Azzena Parada – Educadora e Orientadora Educacional/ Unidade I
Marcos Brunno Brandão – Educador Físico / Unidade I

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Desenvolver as habilidades socioemocionais não é tarefa fácil para aqueles que se propõem a educar, principalmente a família e a escola. Os desafios do séc. XXI são muitos, ainda mais em um contexto histórico-social contraditório em valores, escolhas e atitudes.

Saber lidar com emoções, interagir com pessoas diferentes, trabalhar em equipe, ser proativo(a), perseverante, ter pensamento crítico e criatividade são algumas das habilidades socioemocionais fundamentais para a formação do cidadão atual.

É importante frisar que estimular e desenvolver essas habilidades não significa contradizer a importância dos conteúdos curriculares tradicionais. Pelo contrário, esse estímulo apoia e auxilia na própria aprendizagem do aluno.

Daniel Goleman e Peter Senge, na obra “O triplo foco: uma nova abordagem para a educação”, após um estudo nas escolas ao redor do mundo, apontam que aquelas que possuíam programas de inteligência emocional indicavam redução em 10% do comportamento antissocial, aumento em 10% do envolvimento social e humano e aumento em 11% do desempenho acadêmico.

Dessa forma, cientes da importância destas competências, inserimos na grade curricular (1º ao 5º anos) duas aulas específicas de habilidades socioemocionais, que possuem objetivos comuns, com estratégias e metodologias diferentes e, por isso, complementares.

Essas habilidades são trabalhadas a partir de atividades lúdicas, rodas de conversa, histórias envolventes e dinâmicas divertidas – sempre atribuídas à ideia de que não existe ”certo e errado” ou ”bom e ruim” quando se trata de falar sobre aquilo que a gente sente.

As aulas do Projeto Conviver Comigo e com o Mundo acontecem quinzenalmente e são um espaço de diálogo, de reflexão e, principalmente, de autoconhecimento e consciência emocional. Espaço onde é permitido falar e onde todos os sentimentos são acolhidos e respeitados. Parte-se da ideia de que não podemos controlar aquilo que estamos sentindo, mas podemos escolher o que fazer com esses sentimentos.

Assim, as atividades desenvolvidas no Projeto Conviver oportunizam a reflexão e expressão do que sentimos e pensamos sobre nós mesmos, sobre o outro e sobre a vida.

Literatura, Arte, atividades planejadas, meditação, rodas de conversa, trabalhos manuais (argila, lã, colagem, desenho) são recursos já experimentados por nossas(os) estudantes nas aulas realizadas.

As aulas de Jogos Ativos acontecem semanalmente, no Integral e, por sua vez, objetivam o desenvolvimento da interação social por meio dos jogos, brincadeiras, jogos desportivos e consciência corporal. São aulas que trabalham com o corpo não apenas como uma questão estrutural, mas, também, como a expressão de sentimentos, sensações e emoções experimentadas no convívio com o grupo e nas atividades propostas.

Saber perder, saber ganhar, esperar a vez, persistir quando está perdendo, controlar os impulsos e se concentrar são ações e reações que expressamos de acordo com nosso estado emocional.

As aulas de Jogos Ativos proporcionam aos nossos estudantes o protagonismo em seu aprendizado por meio de atividades lúdicas em que o brincar está ligado à resolução de conflitos, à socialização, ao saber dividir, saber ceder e ao trabalho em equipe.

Os jogos da cultura popular brasileira foram vivenciados por nossos estudantes nas aulas realizadas, tais como “Mãe da Rua”; “Chocolate Inglês”, “Pare–bola”, “Bobinho” e “Estafetas”. Eles possibilitaram a cooperação e as relações intra e interpessoais.

Assim, as aulas do Projeto Conviver Comigo e com o Mundo e as aulas de Jogos Ativos ajudam nossos estudantes a descobrirem as competências sociais e emocionais que se desdobram em atitudes, valores e comportamentos que, por sua vez, são aprendidos e experimentados na relação com o outro e com o espaço, seja na escola ou na família.


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O grande problema na sociedade em que vivemos é que tanto crianças quanto adultos nem sempre encontram acolhimento para suas emoções. Sentimentos considerados negativos, como raiva, medo, ciúme e a própria tristeza, parecem não ter espaço em um mundo onde as pessoas não podem desperdiçar o tempo e há um imperativo para ser feliz e bem-resolvido o tempo todo. Além disso, a questão de gênero naturalmente impõe alguns padrões sobre como meninos e meninas devem lidar com seus sentimentos. Enquanto eles são encorajados a reagir com a agressividade, elas são incentivadas ao choro e à melancolia, mas sem reação. E isso começa cedo. Uma pesquisa publicada no periódico Behavioral Neuroscience, da Associação Americana de Psicologia, constatou que pais de meninas respondem mais às demandas emocionais das filhas, quando elas choram ou chamam por eles, do que os pais de meninos fazem com seus filhos. Possivelmente, porque há uma tolerância maior aos sentimentos delas.


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 10/05/2019

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Quando os pais deixam de criticar e/ou menosprezar e/ou desviar os filhos do que sentem, eles são capazes de se abrir e a emoção por trás do comportamento fica clara, esse movimento ajuda os pais a compreenderem o que de fato está acontecendo, ao mesmo tempo em que ajuda os filhos a confiarem mais nos pais e a vê-los como aliados - alguém com quem possam contar e pedir ajuda quando necessário.


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 03/05/2019

No mês em que comemoramos o Dia Internacional da Família, busquei um texto que pudesse colaborar com as mais variadas famílias com as quais convivemos, a partir dos anseios, medos e inseguranças que compartilham conosco.


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O ser humano se constitui na relação com outros seres humanos. Vivemos em sociedade, na sociedade somos formados e nela, também, podemos atuar e transformar.


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A habilidade de aceitar e conviver bem com a diversidade nos torna mais empáticos e tolerantes. É o que vai nos permitir entrar numa sala de reuniões de uma organização transnacional para uma apresentação a ser feita e transmitir a mensagem que queremos de forma adequada para cada membro da plateia. Ser empático não se restringe às pessoas que conhecemos, mas principalmente com os desconhecidos ou mesmo com personalidades antagônicas. Este é um grande esforço que demanda sensibilidade, inteligência emocional e vontade, para se colocar no lugar do outro e experimentar uma nova perspectiva. Esta é uma habilidade que pode ser aprendida, mas que precisa ser diariamente cultivada.


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Ao longo de minha vida profissional como professora de inglês e como coordenadora pedagógica, tive que responder a uma série de perguntas de pais de alunos. Uma das perguntas mais frequentes continua sendo: “Qual a idade ideal para que eu coloque meu(minha) filho(a) em uma aula de inglês?”.


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Em um mundo extremamente conectado, sofremos, ironicamente, da desconexão doentia. Estamos desconectados de nós mesmos, das nossas necessidades, dos nossos corpos, das nossas emoções, da Natureza, uns dos outros. E precisamos fazer algo a respeito!

O vídeo acima é um verdadeiro convite à reflexão... Assista-o em família, exercite regras e combinados, dedique tempo a isso...


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O contato com a natureza, de acordo com ele, pode ressignificar a vida de adultos e crianças. O meio ambiente faz com que nossas crianças superestimuladas, possam ter suas energias dissipadas e reequilibradas. O convívio com árvores, gramados, parques, enfim, com o “verde” faz muito bem para a saúde física e mental.