Comunicação

O desafio de transmitir bons valores

Publicado em : 14/09/2018

 

O desafio de transmitir bons valores

TANIA ZAGURY

__________________________________________________________

As últimas décadas assistiram a enormes mudanças na família, especialmente no que se refere à educação dos filhos. Há pouco tempo, ser bom pai significava ensinar a respeitar os mais velhos, dar estudo, segurança etc. — mas isso foi no tempo em que honestidade e integridade não estavam em discussão. Agora, o desafio é ensinar o filho a questionar, até a se opor, ao que muitos apresentam como norma na sociedade. Explico: a proibição legal de beber antes dos 18 é fartamente conhecida; mas quantos pais exigem que os filhos a cumpram? Sim, não falta hoje quem viole leis apenas por medo de destoar do que parece ser regra em seu grupo social! O que torna essencial ter convicção de seus valores, para não se embarcar no “mas todo mundo faz”. E, se para adultos é difícil se opor, imagine para jovens...

O maior desafio agora é persuadir os filhos de que ser íntegro não está “fora de moda”. Porque, ao longo da estrada, certamente eles se depararão com quem não apenas se gaba de conceitos canhestros, como os apresentam como “da hora”. O desafio para os pais se tornou não apenas viver de acordo com seus valores, mas deixar transparecer sua convicção inabalável neles. E mais: é preciso ter estratégias de convencimento que propiciem cooptar os filhos para o combate ao que avilta o homem moderno. Afinal nossas crianças estão, desde cedo, sob influência das múltiplas mídias, recebendo não apenas mensagens positivas, mas também as cínicas e antiéticas, que vêm na contramão do que lhes ensinam os pais em casa. O que fazer, então?

Nesse contexto desfavorável, o êxito ocorrerá muito mais pelo exemplo de vida que damos aos filhos, do que por explicações enfadonhas. Não basta mais os pais serem íntegros: é preciso deixar transparecer que ali não se aceita viver de outra forma! No momento em que tantas figuras de destaque se mostram indignas da confiança que a sociedade nelas depositou, o perigo maior para os jovens se torna a falta de confiança na sociedade e no futuro. É essa descrença que leva à depressão, à marginalidade e às drogas. Cabe à família a árdua tarefa de convencê-los de que há sim, quem viva de forma honesta, mesmo se o dia a dia parece mostrar o oposto.

As novas gerações precisam muito ter esta convicção — para que haja esperança. E, é vendo o exemplo dos pais no cotidiano de suas vidas, que, aos poucos, entendem que a possibilidade de um mundo melhor existe — mesmo havendo gente corrupta — porque o ser humano é imperfeito. Mas não terão como negar o que viveram com seus pais: quem cresce com pessoas dignas e justas convive também com a esperança.

Há quem diga que construir cidadãos hoje é impossível; são os que ignoram que isso se faz através de exemplos de vida. Pais íntegros encorajam os filhos a seguirem seus passos, não mentem, não mudam regras de acordo com conveniências, não adaptam nem transigem com seus valores, porque sabem que é a integridade parental que alicerça a identidade das novas gerações.

 

Tania Zagury é filósofa e escritora

Fonte: https://oglobo.globo.com/opiniao/o-desafio-de-transmitir-bons-valores-20357433


O poder transformador da empatia nas relações humanas

O poder transformador da empatia nas relações humanas

 12/04/2019

A habilidade de aceitar e conviver bem com a diversidade nos torna mais empáticos e tolerantes. É o que vai nos permitir entrar numa sala de reuniões de uma organização transnacional para uma apresentação a ser feita e transmitir a mensagem que queremos de forma adequada para cada membro da plateia. Ser empático não se restringe às pessoas que conhecemos, mas principalmente com os desconhecidos ou mesmo com personalidades antagônicas. Este é um grande esforço que demanda sensibilidade, inteligência emocional e vontade, para se colocar no lugar do outro e experimentar uma nova perspectiva. Esta é uma habilidade que pode ser aprendida, mas que precisa ser diariamente cultivada.


It is up to you!

It is up to you!

 05/04/2019

Ao longo de minha vida profissional como professora de inglês e como coordenadora pedagógica, tive que responder a uma série de perguntas de pais de alunos. Uma das perguntas mais frequentes continua sendo: “Qual a idade ideal para que eu coloque meu(minha) filho(a) em uma aula de inglês?”.


Vídeo: A tragédia silenciosa que afeta os filhos de hoje (e o que fazer com isso)

Vídeo: A tragédia silenciosa que afeta os filhos de hoje (e o que fazer com isso)

 30/03/2019

Em um mundo extremamente conectado, sofremos, ironicamente, da desconexão doentia. Estamos desconectados de nós mesmos, das nossas necessidades, dos nossos corpos, das nossas emoções, da Natureza, uns dos outros. E precisamos fazer algo a respeito!

O vídeo acima é um verdadeiro convite à reflexão... Assista-o em família, exercite regras e combinados, dedique tempo a isso...


Projeto Conviver e Jogos Ativos: aulas complementares ao  desenvolvimento socioemocional

Projeto Conviver e Jogos Ativos: aulas complementares ao desenvolvimento socioemocional

 22/03/2019

Desenvolver as habilidades socioemocionais não é tarefa fácil para aqueles que se propõem a educar, principalmente a família e a escola. Os desafios do séc. XXI são muitos, ainda mais em um contexto histórico-social contraditório em valores, escolhas e atitudes.


Respostas simples para questões complexas

Respostas simples para questões complexas

 22/03/2019

O contato com a natureza, de acordo com ele, pode ressignificar a vida de adultos e crianças. O meio ambiente faz com que nossas crianças superestimuladas, possam ter suas energias dissipadas e reequilibradas. O convívio com árvores, gramados, parques, enfim, com o “verde” faz muito bem para a saúde física e mental.


Como lidar com o medo infantil?

Como lidar com o medo infantil?

 15/03/2019

Recentemente, temos sido surpreendidas com uma procura significativa de crianças e suas famílias pela OE, buscando ajuda para lidar com medos.


O período de adaptação e o desequilíbrio saudável

O período de adaptação e o desequilíbrio saudável

 15/03/2019

Se há algo que consegue tirar o sono de famílias, estudantes e equipe escolar, certamente, são os primeiros dias de aula de cada ano. Como escutei dias atrás de um professor: “[...] não adianta, com 14 anos de docência eu ainda sinto um frio na barriga nas primeiras aulas com cada turma”. Esse momento, marcado por uma avalanche de ansiedade, medos, dúvidas atinge todos que estão envolvidos no processo educacional, o que nos faz pensar em como atravessar esse período da melhor forma possível, evitando assim que o sofrimento frente ao incerto continue nos invadindo.


Sentimentos, atitudes e emoções baseiam nossas reflexões e ações...

Sentimentos, atitudes e emoções baseiam nossas reflexões e ações...

 01/03/2019

Sentimentos, atitudes e emoções baseiam nossas reflexões e ações... Equipe da Orientação Educacional – Unidade I __________________________________________________________________________________________ A Escola  Interamérica, desde a sua fundação, tem como pilar o [...]


Diálogo com um adolescente: tarefa impossível?

Diálogo com um adolescente: tarefa impossível?

 01/03/2019

Me coloco no lugar de um pai/mãe de um adolescente e imagino a alegria e a angústia que deve ser perceber o crescimento do filho. Digo isso baseado em algumas queixas que ouço como: “meu filho só quer ficar no celular”, “minha filha acho que só falo com ela pra pegar no pé”, “ele não sai do quarto pra nada”, “não tenho mais assunto com meu filho”, “ele não era assim até ano passado”, “toda conversa nossa acaba em briga”...e por aí vão as queixas. Já cheguei a ouvir a seguinte frase “não reconheço mais o meu filho”. No entanto, por mais que pareça impossível, esse diálogo com o seu filho é possível.


Superamos nosso período de adaptação 2019... Será?!

Superamos nosso período de adaptação 2019... Será?!

 22/02/2019

Sim, todos os anos nos redescobrimos como uma nova escola, já que novos integrantes chegam, novas perspectivas surgem e, com isso, novos rumos são traçados sempre.