Comunicação

Nossa vida é uma grande escola

Publicado em : 22/02/2018

Nossa vida é uma grande escola

 

André Mols - em nome da Equipe Escola Interamérica

 

Nossa vida é uma grande escola. Nela, e com ela, experimentamos de tudo. Alegria, tristeza, medo, certeza, dúvida, amor, angústia, felicidade, e muitas, muitas outras emoções. Sentimos porque somos seres humanos, em primeiro lugar. Sentimos porque, mesmo inconscientemente, sabemos que a estrada é longa, que nossos passos são muitas vezes hesitantes, e caminhar certamente não é fácil.

Em nossa vida vivemos encontros e desencontros. Vivemos o “estar juntos” muito intensamente com alguns, e menos com outros, mas vivemos, inevitavelmente, com todos. Neste viver encontramos pessoas de todos os tipos, de todos os matizes, de todos os jeitos, possíveis, impossíveis, imagináveis e inimagináveis. A escola, como espaço que contribui para encontros mil, nos proporciona a oportunidade única de sermos intensamente nós mesmos, e nos ajuda a entender um pouco (apesar de nunca ser suficiente) quem somos, onde estamos e para onde vamos.

Ainda assim, cada dia guarda a sua história, os seus mistérios, e cada um deles deve ser vivido em sua plenitude – um de cada vez – para que possamos, de fato, desfrutar a oportunidade de estarmos no mundo, conosco mesmos e com os outros, da melhor maneira possível. E é assim que estamos hoje, vivendo um dia de cada vez.

Ao recebermos a notícia do passamento de nosso estudante Gabriel Carrijo Cunha Câmara, demoramos uma fração de segundo a pensar em tudo isso e muito mais. Recordamo-nos de uma infinidade de momentos mágicos que passamos com ele, juntos, neste lugar também mágico e repleto de todas estas emoções, que é a escola, que é a nossa escola. Recordamo-nos das trocas animadas de sala de aula, das brincadeiras, das risadas entusiasmadas, dos sorrisos, dos compromissos, dos recreios com tênis de mesa e pebolim, dos jogos de handebol e da alegria que é estarmos todos juntos aqui, neste lugar especial.

Este lugar só é, no entanto, verdadeiramente especial, por causa das pessoas que aqui tem esse encontro marcado, dia após dia, ano após ano. Quando temos que nos despedir de alguém, o fazemos com pesar, por que com ele também vai um pedacinho de nós, de nossas recordações e de todas as emoções que sentimos e compartilhamos.

Assim, o Gabriel também fez de nossa escola um lugar especial. Por isso, sentimos desde já a sua falta, a sua ausência. Sabemos que a dor da despedida é muito, muito difícil, mas sabemos que ela nos faz crescer. Sabemos que o sentimento da família do Gabriel e de cada um de todos nós na comunidade da Escola Interamérica – estudantes, pais, mães, irmãos, irmãs, tios, tias, avôs, avós, familiares, amigos, professores, professoras e todos funcionários é de profunda tristeza. Mas sabemos que, acima de tudo, este é o momento de nos abraçarmos, de estarmos juntos, de olharmos olho no olho uns dos outros, de ouvirmos a dor uns dos outros, e principalmente de respeitarmos a dor – nossa e do outro – porque ela é verdadeira em sua essência.

Nossa vida é uma grande escola, e nossos dias, um após o outro, nos contam uma parte de nossa história. Ontem, o dia nos contou uma parte dolorida dela, que neste momento, unidos, compartilhamos. Todos os estudantes em nossa escola são uma parte de nós. Hoje, mais do que nunca Gabriel, você também é uma parte de nós. Uma estrela que está agora no céu a brilhar, e que continuará conosco, guardado bem próximo de nossos corações, porque é lá, no fundo deles, que mora a saudade que já sentimos de você.

Receba nosso beijo, bem grande e carinhoso.

 

 

 

 

Desenvolvimento e desafios: 2018 em revista.

Desenvolvimento e desafios: 2018 em revista.

 30/11/2018

“A escola é um universo que colide com outro universo, que é o aluno do novo século, que está conectado com diversas tendências, diversas formas de pensar e com muitos caminhos possíveis para trilhar.”**

Neste contexto, estamos sempre nos reconstruindo para atender e entender esses jovens com seu universo em expansão e que necessitam de um espaço cujo conhecimento seja agregador, envolvente, abrangente e humanizador. Sabemos da nossa responsabilidade em formar pensadores, mentes conectadas com seu tempo, pessoas relevantes, autênticas, éticas e desbravadoras.


Feira Cultural: espaço de comunicação e aprendizagem

Feira Cultural: espaço de comunicação e aprendizagem

 23/11/2018

É publico e notório que o ser humano aprende fazendo, e mais, aprende de fato quando ensina. Não é à toa que as licenciaturas têm em seus currículos momentos nos quais os(as) futuros(as) professores(as) devem preparar aulas, lecioná-las e posteriormente avaliar os resultados obtidos de maneira a qualificar o trabalho desenvolvido. No entanto, ainda assim nada substitui a experiência do fazer com o outro. De maneira análoga, dentre os objetivos da Feira Cultural, podemos listar a comunicação de resultados e o trabalho colaborativo, estas competências do século XXI, que na verdade são atemporais e não tem prazo de validade. Aprende-se muito quando se faz.


Adultos autênticos. Jovens seguros.

Adultos autênticos. Jovens seguros.

 09/11/2018

Os jovens, em processo de formação, buscam encontrar modelos nos adultos com quem convivem e, quase sempre inconscientemente, testam-nos para saber se podem confiar neles, se eles lhes trazem a segurança necessária para a sua formação. Se não encontram nesses, vão, invariavelmente, buscar essa segurança noutras opções, noutras possibilidades nem sempre recomendáveis, como temos visto frequentemente no dia a dia e pela imprensa.

Entretanto, cabe perguntar qual é aquele “modelo” de adulto que satisfaz a procura do jovem.


Lidando com um adolescente através da Comunicação Não Violenta (CNV)

Lidando com um adolescente através da Comunicação Não Violenta (CNV)

 26/10/2018

O adolescente, diferente da criança, pode não demonstrar facilmente aquilo que sente, nem falar de seus conflitos, tristezas e frustrações. E esse comportamento torna desafiador para a família compreender as emoções do jovem e lidar com elas, em especial quando não existe ou há pouco diálogo familiar.

Dentre inúmeras ferramentas ou meios de lidar com as emoções dos adolescentes, trouxemos aqui, para contribuir com a harmonia familiar, a COMUNICAÇÂO NÃO VIOLENTA (CNV), uma abordagem proposta pelo psicólogo americano Marshall B Rosenberg.


A Relação entre Pais e Filhos

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 19/10/2018

Segundo o psicoterapeuta e educador Leo Fraiman, autor do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida juntos” (Editora Integrare), nem tudo que o adolescente faz é por birra ou pura rebeldia. E, antes de culpá-los por um relacionamento distante, os pais também devem notar os próprios erros.


Filhos não são presentes

Filhos não são presentes

 05/10/2018

Filhos não são presentes. São surpresas que a vida nos proporciona. Um presente, quando não gostamos, ou quando não nos serve, resolvemos de forma simples: trocamos, passamos pra frente, ou guardamos com a intenção de não magoar quem nos presenteou e juramos pra nós mesmos que, algum dia, usaremos. Já nossos filhos! Ah que bela e não tão fácil surpresa. Um filho pode nunca vir a ser o que tanto sonhamos. Não podemos simplesmente trocá-los ou fingirmos que não existem. Ainda bem! Eles não podem carregar todas as nossas expectativas, pois elas são só nossas.


O que pretende a educação em valores?

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 28/09/2018

O principal objetivo da educação em valores é ajudar os alunos a aprender a viver. Essa é a primeira tarefa dos seres humanos, porque, apesar de estarmos preparados para viver, precisamos adotar um modo de vida que seja sustentável


O que te faz sentir (bem)?

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 28/09/2018

A felicidade é uma questão relativa. Algumas pessoas vão dizer que estão nas coisas simples da vida; outras em conquistar seus objetivos, seus sonhos; outras pessoas vão dizer que ela está nas boas relações. Mas, mesmo sendo tão relativa, a felicidade é o objetivo de todos e é colocada, na maioria das vezes, em um local inalcançável, em um futuro distante ou ao final de uma jornada bem específica que só alcançamos depois de matar alguns monstros e desenvolver certas habilidades.


A ausência nas relações

A ausência nas relações

 24/09/2018

Atualmente, fala-se muito em fragilidade emocional, os desafios de educar na era digital, a desconexão entre os indivíduos e a superficialidade das relações. Tudo isso não é novidade, mas o que de fato poderia ser feito para mudar esse cenário?

A vulnerabilidade das relações é perceptível, inclusive numa das relações mais estruturantes que é entre pais e filhos. Sempre houve uma diferença conflituosa entre as gerações, diferença esta, salutar, uma vez que promovia discussões, desentendimentos, conversas, questionamentos, mas, com certeza, também muito aprendizado. Mais forte que isso é pensar que as discussões não aconteciam pelo Whatsapp ou pelas redes sociais, as pessoas não eram simplesmente bloqueadas como se assim os conflitos fossem resolvidos. Havia olho no olho, havia presença física.


O desafio de transmitir bons valores

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 14/09/2018

As últimas décadas assistiram a enormes mudanças na família, especialmente no que se refere à educação dos filhos. Há pouco tempo, ser bom pai significava ensinar a respeitar os mais velhos, dar estudo, segurança etc.