Comunicação

Lidando com um adolescente através da Comunicação Não Violenta (CNV)

Publicado em : 26/10/2018

 

"Lidando com um adolescente através da Comunicação Não Violenta (CNV)"               

           

 

por Conexão Teen 

 

No centro de toda a raiva está uma necessidade que não está sendo satisfeita.

Marshall B Rosenberg.

 

 

O adolescente, diferente da criança, pode não demonstrar facilmente aquilo que sente, nem falar de seus conflitos, tristezas e frustrações. E esse comportamento torna desafiador para a família compreender as emoções do jovem e lidar com elas, em especial quando não existe ou há pouco diálogo familiar.

Dentre inúmeras ferramentas ou meios de lidar com as emoções dos adolescentes, trouxemos aqui, para contribuir com a harmonia familiar, a COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA (CNV), uma abordagem proposta pelo psicólogo americano Marshall B. Rosenberg.

A Comunicação Não Violenta essencialmente busca a pacificação de uma guerra cotidiana, já que nos habituamos a expressar o que queremos de forma impositiva e desatenta. É muito comum as pessoas expressarem certo tédio, tristeza, raiva ou frieza no dia-a-dia, sem notar que cultivam uma nociva desconexão e lentamente passam a não ver sentido em suas conversas, encontros e eventos sociais.

A CNV busca, de uma forma geral, resgatar valores e a capacidade que todo ser humano tem de se expressar com honestidade e empatia; passamos a ser capazes de dar respostas conscientes que traduzem realmente o que almejamos, sentimos e desejamos mesmo em condições adversas.

Segue os componentes principais necessários à comunicação não violenta:

OBSERVAÇÃO: observar sem avaliar ou julgar. Quando observamos desta forma, damos espaço para compreender de fato a necessidade do outro, o que ele tem a nos dizer, sem interferência. Quando a nossa comunicação é acompanhada por uma avaliação, um julgamento, aumentamos a distância entre nós e outro; com isso, em vez de compressão, percebe-se como crítica, julgamento ou imposição, e normalmente o adolescente apenas reage ou resiste a esta avaliação.

IDENTIFICAÇÃO: identificar como nos sentimos quando observamos uma ação. Afirme o sentimento que a observação lhe desperta e escute o que o outro está sentindo. Nomear a emoção, sem julgamento moral, permite que os interlocutores se conectem e tenham respeito mútuo.

NECESSIDADES: perceber e atender as nossas necessidades, compreendendo que temos também responsabilidade pelo que fazemos, bem como pelos sentimentos gerados por nossas ações.

PEDIDO: está relacionado com as nossas necessidades e com o “como” elas podem ser atendidas quando aprendemos a comunicá-las adequadamente. Quantas vezes em casa, pedimos ou expressamos algo que estamos observando, sentindo e precisando, e no final não obtemos o resultado esperado?

Na CNV o foco é dizer ou expressar o que se deseja e não o que não se deseja, e assim deixar mais claro aquilo que queremos. Exemplo do cotidiano:

Mãe: _ “Não chegue tarde em casa hoje”,

Pai: _ “Saia deste celular”

Segundo a CNV, uma maneira efetiva e assertiva é dizer o que realmente queremos, exemplo:

Mãe: _ “Gostaria que você ficasse mais tempo em casa, porque, eu sinto sua falta”.

Pai: _ “Gostaria que você deixasse um pouco seu celular e passasse mais tempo conversando com a nossa família”.

Para existir a Comunicação Não Violenta (CNV) não é preciso que a pessoa com que estamos comunicando também queira praticar a CNV, apenas que você esteja motivado a se comunicar compassivamente. É preciso apenas uma pessoa alinhada a esses princípios, motivada a dar e a receber a linguagem da compaixão para que o outro interlocutor, percebendo a intenção de quem dirige a fala, acabe também se unindo a esse processo.

Por isto, seja você a mudança que você quer no mundo!! Plante no coração das pessoas ao seu redor, a semente da Comunicação Não Violenta e vamos todos colher seus frutos.

 

 

 

 


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