Comunicação

“Gentileza gera gentileza”

Publicado em : 20/04/2018

“Gentileza gera gentileza”

Texto: Patrícia Bertoni Elias

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Parece retrô, démodé, piegas relembrar os tempos passados em que a gentileza se fazia presente em nossas vidas. Gentilezas em nossas ações cotidianas e formas de lidar com o outro e o mundo, mas acredito que é disso, de gentilezas, que o contexto em que vivemos tem, também, necessitado ultimamente.

De acordo com o dicionário da Língua Portuguesa, gentileza é “(...) uma qualidade em extinção, um comportamento distinto em que há amabilidade nobreza ou/e elegância.” Os sinônimos de gentileza, apontados no dicionário, são: atenção, afabilidade, amabilidade, cortesia, educação e graciosidade.

Agradecer, olhar no olho, falar amorosamente, respeitar os mais velhos – considerando-os como mais experientes, - gratificar-se pelas pequenas coisas etc. são ações que nos pareciam mais frequentes em um passado não tão longínquo. Nossos pais e avós foram educados para olhar o outro com muito respeito, principalmente aos de maiores idades do núcleo familiar, ou mesmo fora dele: vizinhos, professores, pais de amigos, o dono do mercadinho e até os nossos irmãos mais velhos eram bastante respeitados.

Todos nós gostamos de sermos tratados com respeito, atenção, amabilidade e educação, no entanto, esquecemos que essas atitudes na relação com o outro são aprendidas na experiência - aprendemos a ouvir atentamente o outro se vivenciarmos situações em que fomos ouvidos ou em que vimos alguém ouvir de fato outra pessoa.

O que se percebe na atualidade é uma “crise” nos modelos de relações de nossos jovens, pois nós, adultos, responsáveis pelas futuras gerações, sentimo-nos enfraquecidos diante do medo de desagradar e de não sermos amados, principalmente pelos nossos filhos.

O medo do desamor e de errarmos, como pais, têm nos deixados paralisados, inseguros e sem saber o que fazer. É sem dúvida receio, insegurança, imaturidade e outras coisas que expressam nossos sentimentos e nossas emoções e isto gera certo anseio de não sermos “amados” pelos nossos filhos.

Assim, passamos a dizer sim para a maioria dos desejos e vontades de nossos pequenos, pois sabemos que não é fácil dizer NÃO, orientar, falar, falar, falar e repetir mil vezes as mesmas coisas, cobrando as obrigações.

É importantíssimo que comuniquemos aos filhos que em nossas relações e que haverá uma discordância em compreender os nãos. Precisamos ter a segurança de que o NÃO é necessário, pois a vida não é só regada de ‘sins’ e precisa de margens que fortaleçam nossos filhos até para saberem dizer sim para o certo e não para o errado.

claro que o fato de dizermos não, não significa que não o queremos bem, muito pelo contrário, certos nãos são simplesmente ditos por que amamos e que lidar com as frustrações faz parte do crescimento e dos aprendizados. Estudos da psicologia demonstram que quando praticamos atos de gentilezas, há uma espécie de contágio saudável nos ambientes. Um olhar mais doce, um sorriso afável e palavras de carinho e atenção, "desarmam" qualquer violência, proliferando o bem-estar, por isso, ser gentil muda o mundo! Educação, respeito, carinho e atenção são ações bases para o bom convívio, bem-estar e qualidade de vida.

Dessa forma, com toda gentileza que há em nós, podemos rechear a educação de nossos filhos com limites e nãos permeados de amabilidade, atenção e delicadeza para, assim, construirmos uma vida com mais amor, equilíbrio, gentileza e muito mais oportunidades de boas relações com o outro, com o mundo e, principalmente, consigo mesmo.


Desenvolvimento e desafios: 2018 em revista.

Desenvolvimento e desafios: 2018 em revista.

 30/11/2018

“A escola é um universo que colide com outro universo, que é o aluno do novo século, que está conectado com diversas tendências, diversas formas de pensar e com muitos caminhos possíveis para trilhar.”**

Neste contexto, estamos sempre nos reconstruindo para atender e entender esses jovens com seu universo em expansão e que necessitam de um espaço cujo conhecimento seja agregador, envolvente, abrangente e humanizador. Sabemos da nossa responsabilidade em formar pensadores, mentes conectadas com seu tempo, pessoas relevantes, autênticas, éticas e desbravadoras.


Feira Cultural: espaço de comunicação e aprendizagem

Feira Cultural: espaço de comunicação e aprendizagem

 23/11/2018

É publico e notório que o ser humano aprende fazendo, e mais, aprende de fato quando ensina. Não é à toa que as licenciaturas têm em seus currículos momentos nos quais os(as) futuros(as) professores(as) devem preparar aulas, lecioná-las e posteriormente avaliar os resultados obtidos de maneira a qualificar o trabalho desenvolvido. No entanto, ainda assim nada substitui a experiência do fazer com o outro. De maneira análoga, dentre os objetivos da Feira Cultural, podemos listar a comunicação de resultados e o trabalho colaborativo, estas competências do século XXI, que na verdade são atemporais e não tem prazo de validade. Aprende-se muito quando se faz.


Adultos autênticos. Jovens seguros.

Adultos autênticos. Jovens seguros.

 09/11/2018

Os jovens, em processo de formação, buscam encontrar modelos nos adultos com quem convivem e, quase sempre inconscientemente, testam-nos para saber se podem confiar neles, se eles lhes trazem a segurança necessária para a sua formação. Se não encontram nesses, vão, invariavelmente, buscar essa segurança noutras opções, noutras possibilidades nem sempre recomendáveis, como temos visto frequentemente no dia a dia e pela imprensa.

Entretanto, cabe perguntar qual é aquele “modelo” de adulto que satisfaz a procura do jovem.


Lidando com um adolescente através da Comunicação Não Violenta (CNV)

Lidando com um adolescente através da Comunicação Não Violenta (CNV)

 26/10/2018

O adolescente, diferente da criança, pode não demonstrar facilmente aquilo que sente, nem falar de seus conflitos, tristezas e frustrações. E esse comportamento torna desafiador para a família compreender as emoções do jovem e lidar com elas, em especial quando não existe ou há pouco diálogo familiar.

Dentre inúmeras ferramentas ou meios de lidar com as emoções dos adolescentes, trouxemos aqui, para contribuir com a harmonia familiar, a COMUNICAÇÂO NÃO VIOLENTA (CNV), uma abordagem proposta pelo psicólogo americano Marshall B Rosenberg.


A Relação entre Pais e Filhos

A Relação entre Pais e Filhos

 19/10/2018

Segundo o psicoterapeuta e educador Leo Fraiman, autor do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida juntos” (Editora Integrare), nem tudo que o adolescente faz é por birra ou pura rebeldia. E, antes de culpá-los por um relacionamento distante, os pais também devem notar os próprios erros.


Filhos não são presentes

Filhos não são presentes

 05/10/2018

Filhos não são presentes. São surpresas que a vida nos proporciona. Um presente, quando não gostamos, ou quando não nos serve, resolvemos de forma simples: trocamos, passamos pra frente, ou guardamos com a intenção de não magoar quem nos presenteou e juramos pra nós mesmos que, algum dia, usaremos. Já nossos filhos! Ah que bela e não tão fácil surpresa. Um filho pode nunca vir a ser o que tanto sonhamos. Não podemos simplesmente trocá-los ou fingirmos que não existem. Ainda bem! Eles não podem carregar todas as nossas expectativas, pois elas são só nossas.


O que pretende a educação em valores?

O que pretende a educação em valores?

 28/09/2018

O principal objetivo da educação em valores é ajudar os alunos a aprender a viver. Essa é a primeira tarefa dos seres humanos, porque, apesar de estarmos preparados para viver, precisamos adotar um modo de vida que seja sustentável


O que te faz sentir (bem)?

O que te faz sentir (bem)?

 28/09/2018

A felicidade é uma questão relativa. Algumas pessoas vão dizer que estão nas coisas simples da vida; outras em conquistar seus objetivos, seus sonhos; outras pessoas vão dizer que ela está nas boas relações. Mas, mesmo sendo tão relativa, a felicidade é o objetivo de todos e é colocada, na maioria das vezes, em um local inalcançável, em um futuro distante ou ao final de uma jornada bem específica que só alcançamos depois de matar alguns monstros e desenvolver certas habilidades.


A ausência nas relações

A ausência nas relações

 24/09/2018

Atualmente, fala-se muito em fragilidade emocional, os desafios de educar na era digital, a desconexão entre os indivíduos e a superficialidade das relações. Tudo isso não é novidade, mas o que de fato poderia ser feito para mudar esse cenário?

A vulnerabilidade das relações é perceptível, inclusive numa das relações mais estruturantes que é entre pais e filhos. Sempre houve uma diferença conflituosa entre as gerações, diferença esta, salutar, uma vez que promovia discussões, desentendimentos, conversas, questionamentos, mas, com certeza, também muito aprendizado. Mais forte que isso é pensar que as discussões não aconteciam pelo Whatsapp ou pelas redes sociais, as pessoas não eram simplesmente bloqueadas como se assim os conflitos fossem resolvidos. Havia olho no olho, havia presença física.


O desafio de transmitir bons valores

O desafio de transmitir bons valores

 14/09/2018

As últimas décadas assistiram a enormes mudanças na família, especialmente no que se refere à educação dos filhos. Há pouco tempo, ser bom pai significava ensinar a respeitar os mais velhos, dar estudo, segurança etc.