Comunicação

Formação continuada na Escola Interamérica – aprender contínuo para atuar com competência                            

Publicado em : 29/06/2018

 

Formação continuada na Escola Interamérica -

aprender contínuo para atuar com competência                            

 

por Suelânia Santos* 

 

À escola cabe hoje mais do que trabalhar com informações e conceitos, propor atitudes, formação de valores e práticas inovadoras, por isto faz-se necessário repensar o papel do docente e a sua atuação. As demandas sociais das novas gerações exigem práticas e desafios inúmeros.

O professor, ciente de que sua prática é cada vez mais complexa devido às mudanças de paradigmas impostas pela sociedade, se vê em meio a tantas perguntas:

- “terei tempo de passar todo o conteúdo”?

- “como utilizar os conteúdos conceituais como pretextos para desenvolver habilidades e competências”?

- “quanto tempo da aula tenho que destinar aos “imprevistos””?

- “como contribuir para que o aluno seja protagonista de seus estudos”?

- “trabalho em grupo vai “funcionar””?

- “de que forma vou inserir meu aluno no mundo digital como fonte de pesquisa e estudo”?

- “como desenvolver habilidades para aprender”?

- “como, onde, quando vou desenvolver os temas exigidos hoje: sustentabilidade, competência emocional, sexualidade, bullying, inclusão, diversidade, ostentação, esbanjamento de recursos, crise hídrica, e tantos outros”?

Diante deste cenário, a gestão escolar deve dar vez e voz a quem vive o dia a dia da escola – o professor – promovendo uma escuta ativa quanto às inquietações que dizem respeito ao próprio ato de ensinar para, a partir daí, organizar Formações a este profissional com temas que possam ser significativos, e, de fato, enriquecer sua prática.

O primeiro passo é reconhecer que a Formação não acaba na graduação. O aprender contínuo é essencial e isso se torna possível através de um processo formativo capaz de integrar os saberes teóricos a favor de reflexões que possibilitem a conexão entre teoria e prática para que o professor se sinta motivado a aprender e a replanejar constantemente.

A Formação Continuada dos docentes é uma atividade permanente de aprimoramento dos saberes necessários à realização de sua prática com o objetivo de assegurar uma ação efetiva que promova aprendizagens significativas aos estudantes.

Na Escola Interamérica, organizamos reuniões mobilizando toda a equipe para estudos de temáticas gerais e específicas. Consideramos indispensável alinhar os professores com o propósito da escola, com seus valores, por isto o Projeto Político Pedagógico da Escola é material de leitura e pesquisa, assim, constituímos uma rede coesa, com todos olhando na mesma direção e tendo os mesmos objetivos.

A BNCC ressalta fortemente a importância do desenvolvimento das competências socioemocionais para a formação integral dos indivíduos. Nós da Escola Interamérica sempre tivemos essa premissa como norteadora dos nossos Projetos, entendemos que é na relação com os outros que surgem conflitos, e é nesta mesma relação que aprendemos gerir nossas emoções. Ter, portanto, espaços, momentos em equipe para estudos e reflexões ajudará, sem dúvida, o professor na eficácia de seu desenvolvimento profissional, na eficácia de suas relações interpessoais e de processos subjetivos.

É por meio da imersão nestes encontros, em trabalhos colaborativos e compartilhados, que nos fortalecemos para dar passos ousados, porém responsáveis, e assim conseguirmos provocar nossos professores para que sejam persistentes, ativos, corajosos e conscientes da sua importância no cenário atual em relação ao que a escola pode fazer pela sociedade. Embora, como nos aponta Nóvoa (2002), seja necessário a “escola assumir que é APENAS UMA das muitas instituições da sociedade que devem promover a educação”.

Na Interamérica, acolhemos com responsabilidade a “fatia” que nos cabe neste processo de Formação profissional e humana dos indivíduos (alunos e professores) e, por isto, entendemos a Formação Continuada como uma ferramenta fundamental para criação de novos ambientes de aprendizagem, procurando fazer das nossas reuniões pedagógicas espaço de fato para construção de conhecimento, onde discutimos sobre todas as modalidades organizativas, metodologias ativas, mudanças que vão sendo implantadas para que o professor tenha segurança para pensar sobre sua prática e atuar com proatividade, com habilidades de comunicação, escuta ativa, enfim, com excelência e ética.

Neste processo de Formação, vamos ajudando o professor da Escola Interamérica a responder às suas perguntas/inquietações expostas no início do texto, vamos possibilitando ao professor a revisão de recursos, metodologias, material diversificado, enfim, investindo tanto nas discussões que possam provocar avanço nas competências cognitivas quanto emocionais.

Desta forma, consideramos que nos preparamos para abrir as portas da sala de aula, cotidianamente, com um professor competente para atender às demandas do momento histórico em que vivemos.

 

 

 

*Suelânia Santos é Pedagoga e Diretora Pedagógica da Escola Interamérica - Unidade II.


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Atualmente, fala-se muito em fragilidade emocional, os desafios de educar na era digital, a desconexão entre os indivíduos e a superficialidade das relações. Tudo isso não é novidade, mas o que de fato poderia ser feito para mudar esse cenário?

A vulnerabilidade das relações é perceptível, inclusive numa das relações mais estruturantes que é entre pais e filhos. Sempre houve uma diferença conflituosa entre as gerações, diferença esta, salutar, uma vez que promovia discussões, desentendimentos, conversas, questionamentos, mas, com certeza, também muito aprendizado. Mais forte que isso é pensar que as discussões não aconteciam pelo Whatsapp ou pelas redes sociais, as pessoas não eram simplesmente bloqueadas como se assim os conflitos fossem resolvidos. Havia olho no olho, havia presença física.


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As últimas décadas assistiram a enormes mudanças na família, especialmente no que se refere à educação dos filhos. Há pouco tempo, ser bom pai significava ensinar a respeitar os mais velhos, dar estudo, segurança etc.


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Em vários atendimentos que faço aos estudantes, percebo que os conflitos trazidos poderiam ser resolvidos facilmente com um pouquinho de empatia ao próximo. Entendo que o nível de autonomia de um adolescente é diferente de um adulto. Porém a impressão que tenho é que lhes faltam o exercício do desenvolvimento da empatia.

O bacana para tal exercício é que independe de minha classe econômica, grau de inteligência, título que tenho, status social, cor, religião ou gênero; de que me adianta falar mais de uma língua, se não consigo dar bom-dia em um elevador? De que me adianta ser o melhor instrumentista se não consigo tocar a pessoa que está do meu lado precisando de ajuda? De que me adianta ter o título mais desejado na melhor universidade do mundo se não consigo ensinar o básico aos que estão a minha volta?


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Nossa mente busca formas de escapar das tarefas que julgamos mais chatas ou mais cansativas e, com o tempo, se torna uma máquina de desculpas e, o pior, nós aceitamos essas desculpas! Precisamos ter força de vontade e determinação para conquistarmos os objetivos. A Escola Interamérica cotidianamente reflete com os estudantes sobre a importância de aproveitar a sala de aula como espaço de aprendizagem e entender a rotina de estudo em casa como necessária para a consolidação do conhecimento.

Seguem algumas dicas para ajudar no melhor aproveitamento do estudante, em casa e na escola, em relação às tarefas de casa e de estudante (essas dicas também são trabalhadas com os estudantes aqui na Escola Interamérica)


Ser estudante: uma postura para a vida

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 10/08/2018

Em Educação, fala-se muito de um futuro em que a habilidade de aprender será mais importante que todo o conteúdo que temos acumulado em nossas mentes; um futuro em que o mundo estará sempre em constante mudança e que as informações estarão mais acessíveis; um futuro em que novas profissões e desafios no mercado de trabalho surgirão a todo momento e onde a flexibilidade e capacidade de inovação serão cruciais para se ter sucesso em qualquer área da vida.

Engraçado... Esse futuro me parece muito com o presente, você não acha?


Empreendedorismo Cognitivo

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O conceito de empreendedorismo, ao contrário do que parece, está inserido no DNA do ser humano. O motivo é muito simples – desde tempos anteriores ao tempo, sempre foi necessário inovar para atender as necessidades básicas de subsistência e sobrevivência e para tentar entender os mistérios do universo. Neste aspecto, nada mudou na história da humanidade, portanto. Descobrir como preservar ou produzir fogo, entender como são gerados os bebês, acreditar que sempre nascerá um novo dia, reconhecer o papel do cérebro no processo de cognição, viajar pelo espaço sideral, foram e são motivos para buscar o novo, aquilo que não é conhecido. No enfrentamento destes desafios, a humanidade buscou inovar, buscou empreender. Ferramentas seriam, são e serão criadas todos os dias para nos aproximar de nossos objetivos. Processos são revisados, adaptados, alterados, abandonados e retomados visando o desenvolvimento.


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A tradicional ideia de que o conhecimento em sala de aula está centrado no professor ou no estudante tem dado espaço para uma outra forma de pensar a educação.

Agora vemos o estudante como protagonista de seu processo de aprendizagem, em uma relação de troca com o professor, em uma via de mão dupla em que ambos aprendem e se desenvolvem.


"O papel da escola no desenvolvimento socioemocional do indivíduo" e "A grande engrenagem"

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