Comunicação

Estudante como protagonista e os benefícios para a aprendizagem

Publicado em : 21/06/2018

 

 

Estudante como protagonista e os benefícios para a aprendizagem

por Escola da Inteligência* 

A tradicional ideia de que o conhecimento em sala de aula está centrado no professor ou no estudante tem dado espaço para uma outra forma de pensar a educação.

Agora vemos o estudante como protagonista de seu processo de aprendizagem, em uma relação de troca com o professor, em uma via de mão dupla em que ambos aprendem e se desenvolvem.

No entanto, trata-se de um modelo ainda muito sutil, pois estamos em um processo transitório, caminhando em direção à mudança.

Temos ainda enraizado em nossa cultura escolar o modelo antigo, mas é importante dizer que a mudança começa a partir do que fazemos de nossa prática cotidiana.

Pensando nisso, a seguir elencamos alguns pontos importantes sobre o assunto que podem nos ajudar a repensar nas práticas de sala de aula.

Desenvolver a capacidade autônoma do estudante

Ver um estudante como protagonista de seu aprendizado significa, entre outras coisas, oferecer a ele autonomia, estimulando-o a buscar informação e a construir conhecimento caminhando com as próprias pernas.

Isso não significa deixá-lo a própria sorte, mas sim mediar o processo de aprendizagem acompanhando os seus projetos desde o início até a finalização.

Nesse novo formato, o professor abre os caminhos para que o estudante pesquise os conteúdos e descubra a melhor maneira de absorvê-los.

Dinamizar as aulas

Incluir novas tecnologias e as ferramentas trazidas por elas durante as aulas poderá contribuir com o protagonismo em sala de aula.

No entanto, é importante ressaltar que estudante precisa se sentir parte do processo, interagindo em sala, sugerindo atividades e compartilhando experiências com os outros estudantes, pois do contrário corre-se o risco de ser uma ferramenta de uso aleatório.

Estimular a criatividade

Outra vantagem considerável de promover o protagonismo dos estudantes é estimular a capacidade criativa de cada um.

Fazer isso é essencial ao protagonismo estudantil, pois a criatividade é uma função nobre da inteligência que motiva o estudante a desenvolver o olhar multifocal, pensar fora da caixa e sair do lugar comum.

Assim, desenvolve-se a capacidade de analisar as situações, fazer escolhas, corrigir rotas, estabelecer metas, administrar as emoções e gerenciar os pensamentos.

Se o ambiente não é favorável, eles se tornam engessados, desinteressados e perdem a curiosidade natural pelas coisas.

Incentivar o pensamento complexo

Perceber que uma situação pode ser vista de diferentes formas, por diversos pontos de vista é importante para uma educação que visa ao protagonismo.

Dessa maneira o estudante que é capaz de perceber a realidade sob diferentes pontos de vista, desenvolvendo o pensamento crítico, fazendo relações entre os assuntos, compreende que não há uma única forma de enxergar a realidade e aprende a expor ideias e opiniões sobre diversos assuntos sem imposição.

Melhorar a cooperação na sala de aula

O resultado de ter o estudante como protagonista no processo de aprendizado é positivo e contribui muito para a cooperação na sala de aula.

É claro que pode ser necessário estabelecer algumas regras para que essa dinâmica funcione, mas o objetivo é aproveitar o que cada pessoa tem de melhor para um aprender partilhado.

Essa forma de aprendizado permite explorar melhor as dificuldades e facilidades de cada estudante, favorecendo a criação de um ambiente mais compreensivo e colaborativo.

Demonstrar ao estudante que ele também é fonte de conteúdo

Oferecer um espaço em sala de aula para cada pessoa possa partilhar suas experiências e adquirir novos conhecimentos é a essência de um trabalho voltado ao protagonismo na educação. Todos nós temos algo a ensinar e muito a aprender.

Esse trabalho significa dar voz a todos, enxergando cada um em sua particularidade uma capacidade de construir.


 

Na Escola Interamérica colocamos o estudante como protagonista da aprendizagem em vários projetos desde a Educação Infantil até o 9º Ano. Nas salas ampliadas, aumentamos ainda mais o protagonismo do estudante através da Aprendizagem Baseada em Projetos.

 

*Fonte: texto original disponível em: <https://escoladainteligencia.com.br/aluno-como-protagonista-e-os-beneficios-para-a-aprendizagem/>. Acesso 21/6/2018


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Atualmente, fala-se muito em fragilidade emocional, os desafios de educar na era digital, a desconexão entre os indivíduos e a superficialidade das relações. Tudo isso não é novidade, mas o que de fato poderia ser feito para mudar esse cenário?

A vulnerabilidade das relações é perceptível, inclusive numa das relações mais estruturantes que é entre pais e filhos. Sempre houve uma diferença conflituosa entre as gerações, diferença esta, salutar, uma vez que promovia discussões, desentendimentos, conversas, questionamentos, mas, com certeza, também muito aprendizado. Mais forte que isso é pensar que as discussões não aconteciam pelo Whatsapp ou pelas redes sociais, as pessoas não eram simplesmente bloqueadas como se assim os conflitos fossem resolvidos. Havia olho no olho, havia presença física.


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As últimas décadas assistiram a enormes mudanças na família, especialmente no que se refere à educação dos filhos. Há pouco tempo, ser bom pai significava ensinar a respeitar os mais velhos, dar estudo, segurança etc.


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Em vários atendimentos que faço aos estudantes, percebo que os conflitos trazidos poderiam ser resolvidos facilmente com um pouquinho de empatia ao próximo. Entendo que o nível de autonomia de um adolescente é diferente de um adulto. Porém a impressão que tenho é que lhes faltam o exercício do desenvolvimento da empatia.

O bacana para tal exercício é que independe de minha classe econômica, grau de inteligência, título que tenho, status social, cor, religião ou gênero; de que me adianta falar mais de uma língua, se não consigo dar bom-dia em um elevador? De que me adianta ser o melhor instrumentista se não consigo tocar a pessoa que está do meu lado precisando de ajuda? De que me adianta ter o título mais desejado na melhor universidade do mundo se não consigo ensinar o básico aos que estão a minha volta?


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 03/09/2018

E é por compreender e valorizar uma educação com significância e significado, que o ensinar e aprender, aqui na nossa escola, é princípio base de nossas ações.


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Nossa mente busca formas de escapar das tarefas que julgamos mais chatas ou mais cansativas e, com o tempo, se torna uma máquina de desculpas e, o pior, nós aceitamos essas desculpas! Precisamos ter força de vontade e determinação para conquistarmos os objetivos. A Escola Interamérica cotidianamente reflete com os estudantes sobre a importância de aproveitar a sala de aula como espaço de aprendizagem e entender a rotina de estudo em casa como necessária para a consolidação do conhecimento.

Seguem algumas dicas para ajudar no melhor aproveitamento do estudante, em casa e na escola, em relação às tarefas de casa e de estudante (essas dicas também são trabalhadas com os estudantes aqui na Escola Interamérica)


Ser estudante: uma postura para a vida

Ser estudante: uma postura para a vida

 10/08/2018

Em Educação, fala-se muito de um futuro em que a habilidade de aprender será mais importante que todo o conteúdo que temos acumulado em nossas mentes; um futuro em que o mundo estará sempre em constante mudança e que as informações estarão mais acessíveis; um futuro em que novas profissões e desafios no mercado de trabalho surgirão a todo momento e onde a flexibilidade e capacidade de inovação serão cruciais para se ter sucesso em qualquer área da vida.

Engraçado... Esse futuro me parece muito com o presente, você não acha?


Empreendedorismo Cognitivo

Empreendedorismo Cognitivo

 03/08/2018

O conceito de empreendedorismo, ao contrário do que parece, está inserido no DNA do ser humano. O motivo é muito simples – desde tempos anteriores ao tempo, sempre foi necessário inovar para atender as necessidades básicas de subsistência e sobrevivência e para tentar entender os mistérios do universo. Neste aspecto, nada mudou na história da humanidade, portanto. Descobrir como preservar ou produzir fogo, entender como são gerados os bebês, acreditar que sempre nascerá um novo dia, reconhecer o papel do cérebro no processo de cognição, viajar pelo espaço sideral, foram e são motivos para buscar o novo, aquilo que não é conhecido. No enfrentamento destes desafios, a humanidade buscou inovar, buscou empreender. Ferramentas seriam, são e serão criadas todos os dias para nos aproximar de nossos objetivos. Processos são revisados, adaptados, alterados, abandonados e retomados visando o desenvolvimento.


Formação continuada na Escola Interamérica – aprender contínuo para atuar com competência                            

Formação continuada na Escola Interamérica – aprender contínuo para atuar com competência                            

 29/06/2018

À escola cabe hoje mais do que trabalhar com informações e conceitos, propor atitudes, formação de valores e práticas inovadoras, por isto faz-se necessário repensar o papel do docente e a sua atuação. As demandas sociais das novas gerações exigem práticas e desafios inúmeros.

O professor, ciente de que sua prática é cada vez mais complexa devido às mudanças de paradigmas impostas pela sociedade, se vê em meio a tantas perguntas:


"O papel da escola no desenvolvimento socioemocional do indivíduo" e "A grande engrenagem"

 15/06/2018

Essa semana, a Escola Interamérica compartilha dois interessantes textos, escritos por duas de nossas Orientadoras Educacionais, sobre a escola e o desenvolvimento socioemocional de crianças e adolescentes.