Comunicação

Do que estamos enchendo nossas mochilas?

Publicado em : 26/01/2018

Do que estamos enchendo nossas mochilas?

Estamos voltando a todo vapor para mais um ano letivo! Nosso retorno às aulas é sempre carregado de empolgação: novas turmas, novos amigos, novos professores, nova rotina e… materiais escolares novinhos em folha! Vamos confessar que é muito empolgante sentir o cheirinho de cadernos e canetas novas, não é mesmo?! Contudo, buscando um olhar um pouco mais aprofundado para esse movimento que nos parece natural (já que acontece anualmente), nos cabe refletir: do que estamos enchendo nossas mochilas?

Com a melhor das intenções e até mesmo de modo ingênuo, travamos nesse período uma luta entre as novidades do mercado e o nosso bolso. Vamos atendendo aos desejos de nossos filhos (e as nossas próprias vontades), cedendo à pressão das propagandas sobre os personagens e equipamentos da moda e, sem perceber, nos entregamos à maré consumista.

Ao mesmo tempo, estamos todos “de olho” no que que podemos fazer para garantir que nossos filhos cresçam com os princípios e valores que consideramos adequados; que a moral familiar e social seja preservada em nosso meio de convivência; que aprendam como conviver bem e respeitar a si mesmo, o outro, o ambiente…

Que tal nos propormos um novo desafio? Ao invés de encher mochilas, vamos recheá-las! Rechear as mochilas - não só dos nossos filhos, mas as nossas próprias, que normalmente estão cheias de responsabilidades e preocupações – daquilo que realmente nos importa: a lembrança do caminho percorrido, das aprendizagens adquiridas e dos desafios superados, que ficam evidentes quando reutilizamos materiais em bom estado de um ano para o outro. Vamos organizar as mochilas com nossos filhos relembrando com eles os momentos especiais que as férias proporcionaram em família, esclarecendo que férias é mérito de quem estuda e de quem trabalha. Por isso, vamos reiniciar esse ciclo de dedicação - filhos estudando e pais trabalhando – para fazer jus as nossas próximas férias.

Vamos rechear nossas mochilas de reflexões sobre o que cada um de nós podemos fazer para termos um ano melhor, mais organizado com os horários de estudo, mais tolerante com os colegas que pensam diferente da gente, mais respeitoso com aqueles que chateamos ano passado. Vamos encher nossas mochilas não com o peso que a sociedade consumista nos impõe, de que quanto mais e mais rápido, melhor; para nós, educadores e pais, é imensurável o peso de um bom diálogo, de ricas reflexões e das boas ações provocadas por esse movimento. O desejo de fazer um mundo melhor para e com os nossos filhos é o que para nós vale a pena ser carregado/buscado/visionado diariamente.

Aqui na Interamérica, já estamos com nossas mochilas recheadas de diálogo, respeito, afetividade, reflexão e colaboração. Aguardamos todos vocês – pais, mães, crianças e estudantes – para que em 2018 façamos um ano de muitas aprendizagens e ações mais sustentáveis juntos, escola e famílias, com leveza, confiança e parceria!

Sejam muito bem-vindos!

 

Gyselle R. Ribeiro Bessa

Pedagoga, Especialista em Educação Infantil, Coordenadora e Vice-diretora da Educação Infantil da Escola Interamérica


Ser estudante: a construção de um hábito

Ser estudante: a construção de um hábito

 16/02/2018

Um exemplo claro da dificuldade de mudarmos um hábito e construirmos uma nova rotina são as atitudes que tomamos para “sabotarmos” este momento: o corpo parece mais pesado do que nunca, os imprevistos acontecem a todo instante, a preguiça, o cansaço, a falta de tempo...


Parceria família-escola

Parceria família-escola

 09/02/2018

O principal desafio é passar da lei do desejo para a lei do consenso ("nem sempre posso fazer o que quero na hora em que eu tenho vontade ou do jeito que eu quiser").


Ausência de limites na criança ou transtorno de conduta

Ausência de limites na criança ou transtorno de conduta

 09/02/2018

A discussão acerca dos limites da criança está cada vez mais em evidência, pois surgem as novas estruturas familiares e, com elas, os novos padrões estabelecidos na Educação. Pais sem tempo para os filhos muitas vezes pensam em compensar sua ausência com recompensas, até para suavizar sua “culpa”. A dificuldade de dizer não é muito significativa nas famílias contemporâneas, assim a permissividade torna-se cada vez mais frequente, comprometendo a educação das crianças e promovendo um comportamento pouco aceitável na convivência social. Certamente, esse comportamento poderá comprometer o desenvolvimento da criança no processo de aprendizagem, uma vez que a escola impõe limites mais adequados para a socialização do grupo. Conhecer regras e normas sociais é fundamental na construção da identidade e autonomia da criança, e a ausência desse paradigma poderá levar a uma difícil relação de convívio social.


Como fazer do seu filho um bom estudante

Como fazer do seu filho um bom estudante

 02/02/2018

Todo início de ano muitas dúvidas povoam a cabeça das famílias geralmente causando desconforto e angústia. Entre tantas, uma delas é como ajudar o(a) filho(a) a ter uma postura de estudante desejável e ser bem-sucedido em sua profissão,


A importância da participação da família no processo escolar

A importância da participação da família no processo escolar

 02/02/2018

Apenas 12% das famílias brasileiras demonstram estar totalmente comprometidas com a educação de seus filhos, revela pesquisa feita pelo Ibope e pelo Instituto Paulo Montenegro. Encomendada pela ONG Todos Pela Educação e outras cinco organizações não governamentais, a pesquisa considerou mais de 2.000 entrevistas com pais, mães e outros responsáveis por estudantes de 4 a 17 anos.


A importância de ficar à toa

A importância de ficar à toa

 01/12/2017

O neurocientista Andrew Smart mostra, por meio de pesquisas com o cérebro, que, além de ajudar na criatividade, o ócio faz bem para a saúde e é fundamental para o autoconhecimento


Dez dicas para lidar com mudanças de comportamento dos adolescentes

Dez dicas para lidar com mudanças de comportamento dos adolescentes

 24/11/2017

Leo Fraiman explica que a puberdade traz muitas novidades: Os pais devem se informar para ajudar os filhos com fatos e não com opiniões


Às vezes é necessário “apertar o reset”!

Às vezes é necessário “apertar o reset”!

 17/11/2017

Recentemente estava numa palestra sobre Desenvolvimento de Competências Emocionais e a palestrante abordou sobre como os pais estão precisando de ajuda e cuidado. Mas sem culpas ou julgamentos, apenas olhar atento e zelo. Em um dado momento afirmou que é necessário que os pais entrem em conexão com o seu filho real. E é aqui que vou me deter.


A escola na atualidade: o que queremos?

A escola na atualidade: o que queremos?

 10/11/2017

Pensar a sociedade atual não é tarefa fácil e simples. Ao contrário: a vida na atualidade é tão complexa, tão confusa, que, muitas vezes, nos sentimos “perdidos” em nossos propósitos, princípios e valores.


Matemática: em contexto de aprendizagem

Matemática: em contexto de aprendizagem

 03/11/2017

Falar da aprendizagem e do ensino da Matemática é sempre tema para uma boa reflexão. Desde 1950 a Unesco organiza congressos sobre o assunto, a fim de qualificar a didática desta disciplina em sala de aula, e mais recentemente a preocupação se ampliou para os conceitos educacionais voltados para o século XXI.

Como pensamos a Matemática em nossa escola?