Comunicação

Como se colocar no lugar do outro, de verdade

Publicado em : 29/09/2017

Como se colocar no lugar do outro, de verdade

Ela é fundamental para que jovens e crianças evitem o bullying. A empatia - habilidade para perceber o estado emocional do outro - está na essência das boas relações interpessoais. Para que ela exista, é preciso entender a perspectiva alheia e reconhecê-la como válida, sem julgamentos. Para que isso aconteça, o indivíduo se conecta com algo em si próprio que identifica o sentimento que o outro pode estar passando. É essa habilidade que ajuda crianças e jovens a evitarem agressões, porque só quem teme sentir a mesma dor pode se colocar no lugar da outra pessoa.

 

As demonstrações de carinho e de cuidado que recebemos desde a primeira infância são essenciais para construir a empatia, assim como as interações que acontecem em família e na escola. Quando a criança convive com adultos e pares empáticos, tende a seguir o mesmo caminho e valorizar essa forma de atuar. O nível de empatia varia de pessoa para pessoa, mas é possível melhorá-lo, pois essa habilidade pode ser aprendida. A escola é um ambiente riquíssimo para desenvolvê-la, pois é um local favorável para praticar o respeito às diferenças e para enxergar as situações pela perspectiva do outro.

 

Na prática, tudo conta. Os alunos observam como os adultos se relacionam entre si, são influenciados pela linguagem que educadores utilizam e até por imagens e textos fornecidos em sala de aula. Faz muita diferença quando professores e demais pessoas envolvidas na educação das crianças costumam apoiar os diferentes, se manifestam abertamente diante da falta de respeito e, além disso, fazem da escuta atenta uma prioridade. (...)

 

Atenta a essas questões, a Escola Interamérica atua e promove encontros semanais entre a equipe de Orientação Educacional e os estudantes, em parceria com a equipe pedagógica, desenvolvendo o projeto “Interamérica por um mundo melhor”, Nesses encontros, além dos modelos praticados por nós, adultos, é possível propor atividades que incentivem o autoconhecimento, a compreensão e a ajuda ao outro, além de permitir que se aprenda a observar, a identificar os envolvidos na situação e a refletir sobre os diversos pontos de vista. Também é válido simular uma situação que o aluno não esteja vivendo, mas que o estimula a entender o que se passa e os sentimentos envolvidos, como as ações de alguns impactam os colegas, como pedir auxílio e buscar soluções.

 

Imagens, vídeos e contos servem de apoio nesses momentos. Um passo a mais é acolher o diálogo, por meio de rodas de conversa, assembleias e trabalhos em grupo para favorecer a convivência. Quando propiciamos a oferta de espaços e de tempo para a comunicação e o conhecimento mútuo, trabalhamos a empatia. Esse é um dos nossos grandes objetivos e pelo qual estamos trabalhando diariamente.

 

Texto adaptado de Telma Vinha, professora de Psicologia Educacional da Unicamp. Coautoria de MARIA NATIVIDAD ALONSO ELVIRA, professora da Universidade de Valladolid, na Espanha, para a revista GESTÃO ESCOLAR.

 


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Há até pouco tempo, sabíamos com clareza conceituar a adolescência: um período de transformações pessoais, sociais, emocionais, psicológicas e, principalmente, de concepção a respeito de si mesmo e da vida, que resultava em mudanças de comportamento. A puberdade –as alterações físicas dessa etapa– antecedia a adolescência e a precipitava.

E agora? Primeiramente, essa etapa da vida foi prolongada: não termina mais perto dos 20 anos, com a entrada na maturidade adulta. Hoje, podemos considerar a adolescência até mais ou menos os 25 anos, e olhe lá! Seu início também foi antecipado: não depende mais da puberdade, pois pode se iniciar bem antes.


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Anos atrás, lecionando literatura no Ensino Médio, afirmei em sala de aula que a arte é a representação da realidade a partir da ótica do artista. Hoje, muitos anos depois, continuo entendendo a arte desta maneira, como uma ferramenta que transporta sentimentos e traduz sob múltiplas formas a experiência humana na Terra. Assim como o estudo da Filosofia, da História e dos diferentes sistemas linguísticos, contribui de maneira real para o entendimento, mesmo que pequeno, do homem no mundo.


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Nas últimas semanas, fomos surpreendidos pelas tristes notícias referentes a casos de suicídio entre adolescentes em São Paulo. Por compartilharmos de uma mesma dor e mediante a toda repercussão nas mídias sociais, uma questão sempre emerge nos fazendo pensar: “O que tanto angustia os adolescentes hoje?” Não é uma resposta simples diante da velocidade das mudanças que vivemos em nossa sociedade, porém, isso não nos exime de fazer esse questionamento e refletir sobre possíveis respostas. Essa preocupação perpassa a todos aqueles que de uma forma ou de outra se relacionam e participam da formação desses jovens: família, amigos, escola, etc.


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 20/04/2018

O medo do desamor e de errarmos, como pais, têm nos deixados paralisados, inseguros e sem saber o que fazer.


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Isabela Minatel explica como os cérebros das crianças reagem à gritos, brigas e castigos e como praticar uma educação que libere os neurotransmissores da felicidade.


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Há muito venho falando sobre a importância da educação digital para adolescentes e crianças. Que inclusão digital não se restringe à entrega dos equipamentos informáticos. Uma verdadeira inclusão digital passa necessariamente pela educação do incluído, mostrando as vantagens e também os riscos da tecnologia, para que não seja surpreendido, e principalmente, ensinando como tudo isso funciona. Especialmente para esses jovens que já nasceram com a internet e que não conseguem imaginar tudo que está por trás desse "admirável mundo novo".

Em casa eu não poderia ser diferente. Com o apoio de Luciana Maciel buscamos orientar nossas filhas, desde sobre os problemas da dependência tecnológica como também sobre as armadilhas que a internet esconde.

De aniversário de 10 anos (sei que ainda é nova, mas uma das últimas a ter o celular na escola), a Caetana ganhou seu primeiro celular. Não usa o tempo inteiro ainda. Há muitos limites. Regras que foram traçadas num "contrato", o qual ela teve que aderir.

Inspirado, porém completamente reformulado, na versão de Janell Burley Hofman, sintam-se livres para compartilhar esse contrato ou utilizar com seus filhos.


Os desacomodadores

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 06/04/2018

As crianças e sua capacidade de nos fazer reparar no cotidiano cinza com muito mais cor, delicadeza e poesia