Comunicação

Como invisto no diálogo com meus filhos? – leitura compartilhada por pais e filhos

Publicado em : 29/09/2017

Como invisto no diálogo com meus filhos? Leitura compartilhada por pais e filhos

 

por Ana Cláudia de Rossi*

 

Ao pensar em escolher um texto ou escrever para o Conversando com (e sobre) Família desta semana, preferi selecionar algumas tirinhas para serem “lidas” em conjunto, por pais e filhos, num espaço de diálogo.

Muitos pais se perguntam se estão conseguindo educar seus filhos para a vida, se eles saberão se posicionar, fazer escolhas... se serão pessoas do bem, corretas, honestas etc. Claro que essa é uma preocupação válida, afinal ninguém sabe o futuro, os caminhos que virão pela frente, mas podemos avaliar as possibilidades conforme o que “plantamos” no presente.

Quando meu filho mais velho saiu de casa para estudar em uma universidade, no interior de São Paulo, tinha apenas 17 anos e eu fiquei extremamente feliz por sua conquista. Mas também fiquei assustada, pensando se ele tinha aprendido tudo o que era preciso para ser um cara legal e correto: “será que eu tinha ensinado o que era importante para ele? ”

Na época fiz, rapidamente, uma retrospectiva para tentar lembrar: tivemos diálogos produtivos? Conversamos sobre política ou economia do país? Ele me contou seus pontos de vista sobre assuntos do cotidiano? Gastamos tempo um com o outro para falar de sentimentos, esperanças, projetos de vida?

Tenho certeza que fui uma boa cuidadora de filhos (tenho mais um), oferecendo afeto, amizade, alimento, colo, um lar organizado, boa escola, viagens... Mas me pergunto se realmente gastei tempo suficiente para fazer perguntas que levassem meus filhos a se posicionarem, argumentarem, pensarem sobre pequenas e grandes coisas e fatos... Como educadora, sei que o tipo de pergunta que fazemos leva nosso interlocutor a acionar seu cérebro, seu coração, sua inteligência e emoção de forma diferente. Perguntas inteligentes abrem espaço para o diálogo...

Minha contribuição de hoje, com este “texto”, é fazer com que vocês, pais, pensem sobre isso. Sobre o tempo destinado a e a qualidade que têm investido no diálogo com seus filhos. Ao invés de desligarem a televisão quando a “notícia é ruim, violenta”, conversem com seus filhos sobre o que sabem sobre aquilo, perguntem o que pensam, como agiriam se estivessem envolvidos, como acham que os adultos que conhecem se manifestariam.... Ouçam o que eles têm a dizer. E se eles não sabem nada ou nada têm a dizer, os ajudem a entender. Formamos sujeitos críticos, éticos quando eles sabem pensar e fazer escolhas, quando entendem as consequências de seus atos e se responsabilizam por eles. Este exercício pode ser bastante significativo na educação de nossos filhos!

Aí estão as tirinhas para a leitura conjunta. Selecionei algumas em que enxerguei sentimentos dos jovens de hoje (incertezas, deseperança X esperança, insegurança, falta de afeto, desconfiança, amor próprio etc). Minha sugestão é que procurem identificar estes sentimentos e conversem sobre eles... No mínimo, será uma leitura leve, lúdica, compartilhada... no máximo, bons momentos de reflexão...

 

  

 

  

  

 

       

 

      

 

    

 

 

       

 

*Ana Claudia de Rossi é Diretora Administrativa da Escola Interamérica, mãe do Fernando e do Eduardo e eterna questionadora.

Fonte: Clube da Mafalda <https://clubedamafalda.blogspot.com.br/> Acesso em 28 set 2017 

Tiras do Calvin <http://tiras-do-calvin.tumblr.com/> Acesso em 28 set 2017

Tiras Snoopy (Peanuts) - Mas que puxa! <http://tiras-snoopy.blogspot.com.br/> Acesso em 28 set 2017

Armandinho <https://www.facebook.com/tirasarmandinho/> Acesso em 28 set 2017

Devaneios com Sigmund e Freud <https://www.facebook.com/DevaneiosComSigmundEFreud/> Acesso em 28 set 2017


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Dentre inúmeras ferramentas ou meios de lidar com as emoções dos adolescentes, trouxemos aqui, para contribuir com a harmonia familiar, a COMUNICAÇÂO NÃO VIOLENTA (CNV), uma abordagem proposta pelo psicólogo americano Marshall B Rosenberg.


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