Comunicação

Como fazer do seu filho um bom estudante

Publicado em : 02/02/2018

Todo início de ano muitas dúvidas povoam a cabeça das famílias geralmente causando desconforto e angústia. Entre tantas, uma delas é como ajudar o(a) filho(a) a ter uma postura de estudante desejável e ser bem-sucedido em sua profissão, a de estudante. Buscando contribuir com a formação das famílias e ampliar o seu repertório nós da escola Interamérica elegemos um texto do livro “Escola sem conflito: parceria com os pais” da renomada educadora Tania Zagury.

Como fazer do seu filho um bom estudante

Como agir, logo de início.

Parabéns! Você pensou muito, discutiu à exaustão com o marido, e com quem mais achou importante, definiu o perfil de escola que queria, partiu para as visitas e entrevistas e, depois de todo esse trabalhão, enfim... Seu filho já está matriculado!!!!

“Que maravilha! Agora é com a escola”, pensam muitos pais.

De fato, uma boa parte é. Mas existem coisas fundamentais que somente os pais podem fazer para que os filhos tenham bom resultado na escola. É um trabalho que vale a pena ser feito com dedicação e carinho ― e muita, muita paciência ― porque embora seja mais uma tarefa na vida sobrecarregada de todos nós, se realmente nos dedicarmos com amor, a recompensa será muito grande.

Pobres os pais que têm de estar sempre temendo que os filhos repitam o ano, fiquem para recuperação (... e lá se vão as férias!) ou, pior, anos mais tarde, nos cheguem com a notícia de que não vão mais estudar, porque é muito “chato”!

Cá para nós, a maioria das crianças vai à escola e escuta porque os pais zelam por isso e não abrem mão. Caso contrário, acredito que a televisão estaria com audiência ainda maior, os playgrounds estariam entupidos de crianças o dia todo e nem sei o que seria do país... Então vamos combinar logo de início: fazer os filhos irem à escola e, mais ainda, estudar também (!) é mais uma das nossas tarefas essenciais. Não é à toa que já dizia o poeta: “Ser mãe é padecer no paraíso...” Então, sem mais delongas, mãos à obra, que o tempo urge...

Quanto mais cedo conseguirmos formar bons hábitos de estudo, tanto menos problemas teremos com a aprendizagem e o futuro dos nossos filhos.

“Mas como, santo Deus, conseguir tal proeza? Mais coisa para eu fazer, logo agora que estava pensando que, colocando o menino na escola, ia poder me aliviar um pouco?”

Calma, mãe, não se desespere. De fato, você vai ter mais tempo livre, sim. Só que não já. É só saber agir de forma educacional logo no início, que tudo vai dar certo, como você queria. Mas tem um tempinho, no começo, que não pode ser ignorado e que demanda ― como sempre ― nossa dedicação e empenho.

São muitos os pais que me perguntam como fazer os filhos estudarem. Alegam que saem para trabalhar e não podem, portanto, controlar o que os filhos estão fazendo. Outros me confidenciam que, quando estão em casa, travam uma verdadeira guerra com os filhos: o pai desliga a TV e diz que está na hora de fazer as tarefas escolares, os filhos ligam de novo, o pai desliga, os filhos ligam ― num flagrante desafio à autoridade. O que fazer?

Melhor que brigar é criar bons hábitos, desde cedo. Como fazer isso?

  1. Prestigie as tarefas escolares
  2. Arrume um espaço que será o local de estudos do seu filho
  3. Demonstre orgulho e prazer
  4. Combine com a criança os horários das tarefas
  5. Seu trabalho é supervisionar, atenha-se a ele
  6. Lembre-se de que nenhuma criança obedece a tudo sempre
  7. Quem está realmente imbuído do propósito, sempre arruma um jeito...
  8. Cuidar não é “espionar”
  9. Elogio – a melhor arma
  10. Tenha paciência
  11. Não espere que seu filho acerte todo o trabalho

          Quando a escola determina uma tarefa para ser feita em casa, em geral, tem dois objetivos:

          a) propiciar ao aluno tempo e possibilidade de fixação daquilo que estudou,

              e

          b) permitir que o estudante perceba o que de fato aprendeu e o que não entendeu direito.

             (...)

      12. Explique o que seu filho lhe perguntou, e apenas isso.

 

ZAGURY, Tania. Escola sem conflito:

parceria com os pais. Rio de Janeiro: Record, 2002.

 

Ao ler essas doze orientações, provavelmente você deve ter estabelecido um bom diálogo com cada uma delas e até pensado o que será que a Tania Zagury quis dizer. E para que você possa aprofundar-se no assunto, caso deseje, segue o link do texto na íntegra e com as orientações descritas.

Clique aqui! 

Fica o convite da autora para a leitura do próximo capítulo “O que fazer, se não funcionar”.

 

Tania Zagury - Mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Filósofa, graduada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Professora de Psicologia da Educação, Sociologia, Filosofia e Didática, Escritora e Pesquisadora em Educação, com 26 livros publicados no Brasil e no exterior; e outros 6 capítulos em livros, num total de 32 livros publicados.

Meigna Ferreira - Pedagoga, Psicopedagoga, Especialista em Planejamento Educacional, Coordenadora e Vice-diretora da Fundamental 1 da Escola Interamérica.


Que orientações e dicas de estudos são feitas aos nossos estudantes?

Que orientações e dicas de estudos são feitas aos nossos estudantes?

 17/08/2018

Nossa mente busca formas de escapar das tarefas que julgamos mais chatas ou mais cansativas e, com o tempo, se torna uma máquina de desculpas e, o pior, nós aceitamos essas desculpas! Precisamos ter força de vontade e determinação para conquistarmos os objetivos. A Escola Interamérica cotidianamente reflete com os estudantes sobre a importância de aproveitar a sala de aula como espaço de aprendizagem e entender a rotina de estudo em casa como necessária para a consolidação do conhecimento.

Seguem algumas dicas para ajudar no melhor aproveitamento do estudante, em casa e na escola, em relação às tarefas de casa e de estudante (essas dicas também são trabalhadas com os estudantes aqui na Escola Interamérica)


Ser estudante: uma postura para a vida

Ser estudante: uma postura para a vida

 10/08/2018

Em Educação, fala-se muito de um futuro em que a habilidade de aprender será mais importante que todo o conteúdo que temos acumulado em nossas mentes; um futuro em que o mundo estará sempre em constante mudança e que as informações estarão mais acessíveis; um futuro em que novas profissões e desafios no mercado de trabalho surgirão a todo momento e onde a flexibilidade e capacidade de inovação serão cruciais para se ter sucesso em qualquer área da vida.

Engraçado... Esse futuro me parece muito com o presente, você não acha?


Empreendedorismo Cognitivo

Empreendedorismo Cognitivo

 03/08/2018

O conceito de empreendedorismo, ao contrário do que parece, está inserido no DNA do ser humano. O motivo é muito simples – desde tempos anteriores ao tempo, sempre foi necessário inovar para atender as necessidades básicas de subsistência e sobrevivência e para tentar entender os mistérios do universo. Neste aspecto, nada mudou na história da humanidade, portanto. Descobrir como preservar ou produzir fogo, entender como são gerados os bebês, acreditar que sempre nascerá um novo dia, reconhecer o papel do cérebro no processo de cognição, viajar pelo espaço sideral, foram e são motivos para buscar o novo, aquilo que não é conhecido. No enfrentamento destes desafios, a humanidade buscou inovar, buscou empreender. Ferramentas seriam, são e serão criadas todos os dias para nos aproximar de nossos objetivos. Processos são revisados, adaptados, alterados, abandonados e retomados visando o desenvolvimento.


Formação continuada na Escola Interamérica – aprender contínuo para atuar com competência                            

Formação continuada na Escola Interamérica – aprender contínuo para atuar com competência                            

 29/06/2018

À escola cabe hoje mais do que trabalhar com informações e conceitos, propor atitudes, formação de valores e práticas inovadoras, por isto faz-se necessário repensar o papel do docente e a sua atuação. As demandas sociais das novas gerações exigem práticas e desafios inúmeros.

O professor, ciente de que sua prática é cada vez mais complexa devido às mudanças de paradigmas impostas pela sociedade, se vê em meio a tantas perguntas:


Estudante como protagonista e os benefícios para a aprendizagem

Estudante como protagonista e os benefícios para a aprendizagem

 21/06/2018

A tradicional ideia de que o conhecimento em sala de aula está centrado no professor ou no estudante tem dado espaço para uma outra forma de pensar a educação.

Agora vemos o estudante como protagonista de seu processo de aprendizagem, em uma relação de troca com o professor, em uma via de mão dupla em que ambos aprendem e se desenvolvem.


"O papel da escola no desenvolvimento socioemocional do indivíduo" e "A grande engrenagem"

 15/06/2018

Essa semana, a Escola Interamérica compartilha dois interessantes textos, escritos por duas de nossas Orientadoras Educacionais, sobre a escola e o desenvolvimento socioemocional de crianças e adolescentes.


Cortella: ‘A escola passou a ser vista como um espaço de salvação’

Cortella: ‘A escola passou a ser vista como um espaço de salvação’

 08/06/2018

O filósofo, educador e professor Mario Sergio Cortella alerta que as famílias estão confundindo escolarização com educação; para ele, pais devem retomar seu papel


A importância da parceria família e escola

A importância da parceria família e escola

 25/05/2018

A família e a escola formam uma equipe. É fundamental que ambas sigam os mesmos princípios e critérios, bem como a mesma direção em relação aos objetivos que desejam atingir. Ressalta-se que, mesmo tendo objetivos em comum, cada uma deve fazer sua parte para que se atinja o caminho do sucesso, que visa conduzir crianças e jovens a um futuro melhor.


A adolescência está mais complexa

A adolescência está mais complexa

 19/05/2018

Há até pouco tempo, sabíamos com clareza conceituar a adolescência: um período de transformações pessoais, sociais, emocionais, psicológicas e, principalmente, de concepção a respeito de si mesmo e da vida, que resultava em mudanças de comportamento. A puberdade –as alterações físicas dessa etapa– antecedia a adolescência e a precipitava.

E agora? Primeiramente, essa etapa da vida foi prolongada: não termina mais perto dos 20 anos, com a entrada na maturidade adulta. Hoje, podemos considerar a adolescência até mais ou menos os 25 anos, e olhe lá! Seu início também foi antecipado: não depende mais da puberdade, pois pode se iniciar bem antes.


Educação para a Paz

Educação para a Paz

 18/05/2018

Respeitar a vida, rejeitar a violência, ser generoso, ouvir para compreender, preservar o planeta, redescobrir a solidariedade