Comunicação

Às vezes é necessário “apertar o reset”!

Publicado em : 17/11/2017

 

“Às vezes é necessário apertar o reset!”

 

Lúcia Oliveira*

 

Recentemente estava numa palestra sobre Desenvolvimento de Competências Emocionais e a palestrante abordou sobre como os pais estão precisando de ajuda e cuidado. Mas sem culpas ou julgamentos, apenas olhar atento e zelo. Em um dado momento afirmou que é necessário que os pais entrem em conexão com o seu filho real. E é aqui que vou me deter.

Fiquei pensando em como as angústias paternais e maternais são imensas e estão sufocando os pais e deixando-os em estado de quase inércia. Cada um com suas dicas, opiniões e soluções. Porém, em se tratando de seres humanos e sua subjetividade intrínseca, não acredito em um único melhor caminho, uma vez que cada qual reage diferentemente a um mesmo estímulo.

Voltando à questão da diferenciação entre o filho ideal e real, penso ser algo muito complexo e sério porque mexe com as nossas expectativas, frustrações e exige tempo de convivência real e não delegada aos outros. Convivência com alegria, choro, dor, brincadeiras, conversas, sonhos, enfim, a vida real. Brincar com os filhos pequenos é oportunidade única de observar quais as percepções dele de família, dos amigos, dos infinitos aprendizados que já alcançou. Conversar com nossos filhos maiores, com escuta atenta e sem prejulgamentos é também oportunidade única de cumplicidade, aproximação e da verdadeira conexão.

Entretanto, a situação está tão crítica que em conversas com pais, numa coleta básica de informações, percebo o quanto a desconexão é profunda e presente em momentos considerados básicos da convivência entre pais e filhos ou mãe e filhos. Exemplos simples são perguntas como quando e qual foi a última história que contou ao seu filho, ou qual foi o último momento que seu filho considerou divertido entre vocês, qual a última vez que brincaram juntos por mais de trinta minutos sem interrupções e os pais simplesmente não sabem ou não conseguem se lembrar. Sempre falo: será que tem estado verdadeiramente com seu (ua) filho(a)?

Alguns questionam que a culpa é da tecnologia, tanto dos pais quanto dos filhos. A distância emocional, ao meu ver , nunca foi tão grande e falo como mãe e não apenas como educadora. Parece que quanto mais tecnologia, menos conexão presencial. Cada um estaria conectado ao seu próprio dispositivo e desconectado uns dos outros. Contudo, abolir a tecnologia, as mídias sociais e os jogos acho impossível. No entanto, possível para mim é “apertar um reset” e recomeçar com outra programação.

Planejar horários possíveis e plausíveis de conexão com os filhos. Mesmo que por trinta minutos, mas sem nenhum dispositivo. Outros momentos podem ser dentro do universo tecnológico demonstrando apreço pelo que seu filho gosta. Quem sabe jogar juntos? Momentos de contação de histórias, lidas e vividas. Vamos falar mais do nosso passado, nossas crianças sabem muito pouco do passado dos pais. Momentos de parque, piscina, chácaras...

Enfim, podemos usar do planejamento estratégico para ser possível encaixar trabalho, tempo de qualidade para os filhos, mas tempo para si mesmo também. Só é possível amar se nos amarmos e nos respeitarmos primeiramente. Esse é um dos caminhos que eu considero viável.


*Lúcia Oliveira é psicopedagoga, coach e analista comportamental.


 


Desenvolvimento e desafios: 2018 em revista.

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 30/11/2018

“A escola é um universo que colide com outro universo, que é o aluno do novo século, que está conectado com diversas tendências, diversas formas de pensar e com muitos caminhos possíveis para trilhar.”**

Neste contexto, estamos sempre nos reconstruindo para atender e entender esses jovens com seu universo em expansão e que necessitam de um espaço cujo conhecimento seja agregador, envolvente, abrangente e humanizador. Sabemos da nossa responsabilidade em formar pensadores, mentes conectadas com seu tempo, pessoas relevantes, autênticas, éticas e desbravadoras.


Feira Cultural: espaço de comunicação e aprendizagem

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 23/11/2018

É publico e notório que o ser humano aprende fazendo, e mais, aprende de fato quando ensina. Não é à toa que as licenciaturas têm em seus currículos momentos nos quais os(as) futuros(as) professores(as) devem preparar aulas, lecioná-las e posteriormente avaliar os resultados obtidos de maneira a qualificar o trabalho desenvolvido. No entanto, ainda assim nada substitui a experiência do fazer com o outro. De maneira análoga, dentre os objetivos da Feira Cultural, podemos listar a comunicação de resultados e o trabalho colaborativo, estas competências do século XXI, que na verdade são atemporais e não tem prazo de validade. Aprende-se muito quando se faz.


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 09/11/2018

Os jovens, em processo de formação, buscam encontrar modelos nos adultos com quem convivem e, quase sempre inconscientemente, testam-nos para saber se podem confiar neles, se eles lhes trazem a segurança necessária para a sua formação. Se não encontram nesses, vão, invariavelmente, buscar essa segurança noutras opções, noutras possibilidades nem sempre recomendáveis, como temos visto frequentemente no dia a dia e pela imprensa.

Entretanto, cabe perguntar qual é aquele “modelo” de adulto que satisfaz a procura do jovem.


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O adolescente, diferente da criança, pode não demonstrar facilmente aquilo que sente, nem falar de seus conflitos, tristezas e frustrações. E esse comportamento torna desafiador para a família compreender as emoções do jovem e lidar com elas, em especial quando não existe ou há pouco diálogo familiar.

Dentre inúmeras ferramentas ou meios de lidar com as emoções dos adolescentes, trouxemos aqui, para contribuir com a harmonia familiar, a COMUNICAÇÂO NÃO VIOLENTA (CNV), uma abordagem proposta pelo psicólogo americano Marshall B Rosenberg.


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 05/10/2018

Filhos não são presentes. São surpresas que a vida nos proporciona. Um presente, quando não gostamos, ou quando não nos serve, resolvemos de forma simples: trocamos, passamos pra frente, ou guardamos com a intenção de não magoar quem nos presenteou e juramos pra nós mesmos que, algum dia, usaremos. Já nossos filhos! Ah que bela e não tão fácil surpresa. Um filho pode nunca vir a ser o que tanto sonhamos. Não podemos simplesmente trocá-los ou fingirmos que não existem. Ainda bem! Eles não podem carregar todas as nossas expectativas, pois elas são só nossas.


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O principal objetivo da educação em valores é ajudar os alunos a aprender a viver. Essa é a primeira tarefa dos seres humanos, porque, apesar de estarmos preparados para viver, precisamos adotar um modo de vida que seja sustentável


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 28/09/2018

A felicidade é uma questão relativa. Algumas pessoas vão dizer que estão nas coisas simples da vida; outras em conquistar seus objetivos, seus sonhos; outras pessoas vão dizer que ela está nas boas relações. Mas, mesmo sendo tão relativa, a felicidade é o objetivo de todos e é colocada, na maioria das vezes, em um local inalcançável, em um futuro distante ou ao final de uma jornada bem específica que só alcançamos depois de matar alguns monstros e desenvolver certas habilidades.


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Atualmente, fala-se muito em fragilidade emocional, os desafios de educar na era digital, a desconexão entre os indivíduos e a superficialidade das relações. Tudo isso não é novidade, mas o que de fato poderia ser feito para mudar esse cenário?

A vulnerabilidade das relações é perceptível, inclusive numa das relações mais estruturantes que é entre pais e filhos. Sempre houve uma diferença conflituosa entre as gerações, diferença esta, salutar, uma vez que promovia discussões, desentendimentos, conversas, questionamentos, mas, com certeza, também muito aprendizado. Mais forte que isso é pensar que as discussões não aconteciam pelo Whatsapp ou pelas redes sociais, as pessoas não eram simplesmente bloqueadas como se assim os conflitos fossem resolvidos. Havia olho no olho, havia presença física.


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As últimas décadas assistiram a enormes mudanças na família, especialmente no que se refere à educação dos filhos. Há pouco tempo, ser bom pai significava ensinar a respeitar os mais velhos, dar estudo, segurança etc.