Comunicação

Aprendizagem baseada em projetos: Como contribui para a formação de um estudante competente no campo acadêmico e sócio-emocional?

Publicado em : 27/08/2018

APRENDIZAGEM BASEADA EM PROJETOS: Como contribui para a formação de um estudante competente no campo acadêmico e sócio-emocional?

Vera Lúcia Wohlgemuth Lôbo

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Ao pensar a educação é preciso refletir sobre o momento sócio-político e histórico no qual estamos inseridos. Vivemos numa era de grandes transformações nas mais diferentes áreas do conhecimento. A revolução tecnológica e seus avanços na área da inteligência artificial trarão um impacto muito grande nas relações do homem com a produção do conhecimento e seus desdobramentos na economia e, consequentemente, no mercado de trabalho. Sabemos que algumas profissões sofrerão mudanças profundas, outras deixarão de existir, abrindo espaço para o nascimento de novas profissões que ainda não conseguimos imaginar quais serão. Tudo isso parece ficção científica. No entanto, já é realidade nos grandes centros de pesquisas, realidade essa que tem sido anunciada por laboratórios de pesquisa como o da NASA, por exemplo. Outra questão relevante a se pensar é o aumento da população mundial e a escassez de recursos hídricos, energéticos, entre outros ligados ao equilíbrio de nosso ecossistema aliados à criação/recriação de um modo de vida mais sustentável.

A substituição da mão de obra humana pela máquina tem trazido grandes impactos no mercado de trabalho e o desemprego já se faz presente. Espera-se já, que o profissional atual tenha uma formação que o auxilie a enfrentar esses novos desafios; quiçá daqui alguns anos, imagine o que será esperado! Frente a esses dados faz-se importante nos questionar sobre o papel da educação na vida de nossos estudantes. Quais as habilidades precisamos desenvolver para que consigamos viver e conviver nesta nova ordem social?

Diante desta realidade, percebe-se um movimento mundial no qual a educação tem sido repensada, a fim de atender essas e outras demandas da contemporaneidade. Transformar a organização curricular da escola, que antes valorizava a memória e o conhecimento socialmente acumulado, para uma organização curricular que se pauta no desenvolvimento de competências é uma necessidade atual, pois serão essas competências que ajudarão nossos estudantes a enfrentar e acompanhar tais mudanças. Por isso, nós, da Interamérica, buscamos por meio de nossos estudos e consequentes ações pedagógicas fazer no presente o que é necessário para formar um estudante ativo, curioso, questionador e sensível.

A partir dos estudos sobre a ABP (Aprendizagem Baseada em Projetos) uma das metodologias por nós adotadas, elencamos algumas habilidades necessárias para o êxito do estudante, nesta era do conhecimento e da informação. Trabalhamos com estas habilidades tendo em vista a formação de um estudante que aprende num processo dinâmico e contínuo, compreendendo a importância da ação sobre o objeto de conhecimento. Aprender conteúdos dando sentido e significado aos mesmos, relacionando e integrando com as diferentes áreas promove o aprofundamento deste conhecimento estimulando também a curiosidade e a flexibilidade do pensamento.

Essa metodologia permite a criação de um ambiente que favoreça uma atitude mais proativa por parte do estudante, que pesquisa e busca as informações para a resolução de problemas reais. Nesse processo o estudante levanta dados, constrói hipóteses, analisa e compara diferentes pontos de vistas relacionando-os ou refutando-os. Sabemos que através dessas ações os pensamentos reflexivo e crítico estão sendo exercitados juntamente com a construção de conhecimentos. É por meio do trabalho com a ABP que nossos alunos saem de um modelo de aprendizagem mecânica para um modelo no qual eles agem, transformam e compreendem o por que e para que de determinados conteúdos.

Diante da complexidade deste mundo é importante desenvolver a flexibilidade de pensamento na busca de soluções criativas para nossos problemas reais. Daí a relevância de se fazer um grande investimento em ações que favoreçam o desenvolvimento de um pensamento criativo que permitará pensar sobre o inimaginável. Arriscar-se sem temer o erro contribui para o indivíduo desenvolver sua capacidade de analisar situações, corrigir rotas, estabelecer metas, administrar emoções e pensamentos. É bom lembrar que há anos atrás, ir à lua era um sonho insano, mas alguns cientistas ousaram, erraram, corrigiram rotas, cálculos e conseguiram viabilizar e desenvolver esse projeto. Foi difícil? Sim, claro! Exigiu muito conhecimento, matemático, físico, astrofísico, entre tantos outros, mas não foi impossível! Uma dose de ousadia, persistência e muito estudo, trouxeram e podem trazer bons frutos no futuro.

Lidar com tantos conhecimentos, informações e articulá-los a fim de que um novo projeto nasça, exige, também, o desenvolvimento de habilidades sócioemocionais. O trabalho com a ABP favorece esta aprendizagem, pois os alunos pesquisam em grupo e, neste processo, precisam conciliar opiniões divergentes, entrar em consenso, desenvolvendo atitudes colaborativas.

Ao finalizar um Projeto, ou estudo, é preciso apresentá-lo à comunidade; outra habilidade a ser desenvolvida! Aprender a comunicar as conquistas das novas aprendizagens de forma efetiva, ter domínio das novas tecnologias de informação e comunicação utilizando tais ferramentas adequadamente e a favor do bem comum e da construção do conhecimento, também se faz necessário nesses tempos.

O que precisamos ter em mente é que o desenvolvimento dessas habilidades/competências faz com que nosso aluno aprenda os diversos conteúdos conceituais de forma mais consistente, uma vez que o conhecimento é utilizado não apenas para responder questões em provas isoladas nos diferentes componentes curriculares, mas ele é integrado e é utilizado para resolver questões reais do cotidiano. Assim, conseguimos articular mais os conteúdos de forma inter, multi ou transdisciplinar dando sentido para o estudo, a pesquisa em todas as áreas. Dessa forma, contribuiremos para a formação de um indivíduo competente que desenvolveu tanto habilidades acadêmicas quanto sócioemocionais e que estará preparado para enfrentar esses novos desafios.


A Relação entre Pais e Filhos

A Relação entre Pais e Filhos

 19/10/2018

Segundo o psicoterapeuta e educador Leo Fraiman, autor do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida juntos” (Editora Integrare), nem tudo que o adolescente faz é por birra ou pura rebeldia. E, antes de culpá-los por um relacionamento distante, os pais também devem notar os próprios erros.


Filhos não são presentes

Filhos não são presentes

 05/10/2018

Filhos não são presentes. São surpresas que a vida nos proporciona. Um presente, quando não gostamos, ou quando não nos serve, resolvemos de forma simples: trocamos, passamos pra frente, ou guardamos com a intenção de não magoar quem nos presenteou e juramos pra nós mesmos que, algum dia, usaremos. Já nossos filhos! Ah que bela e não tão fácil surpresa. Um filho pode nunca vir a ser o que tanto sonhamos. Não podemos simplesmente trocá-los ou fingirmos que não existem. Ainda bem! Eles não podem carregar todas as nossas expectativas, pois elas são só nossas.


O que pretende a educação em valores?

O que pretende a educação em valores?

 28/09/2018

O principal objetivo da educação em valores é ajudar os alunos a aprender a viver. Essa é a primeira tarefa dos seres humanos, porque, apesar de estarmos preparados para viver, precisamos adotar um modo de vida que seja sustentável


O que te faz sentir (bem)?

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 28/09/2018

A felicidade é uma questão relativa. Algumas pessoas vão dizer que estão nas coisas simples da vida; outras em conquistar seus objetivos, seus sonhos; outras pessoas vão dizer que ela está nas boas relações. Mas, mesmo sendo tão relativa, a felicidade é o objetivo de todos e é colocada, na maioria das vezes, em um local inalcançável, em um futuro distante ou ao final de uma jornada bem específica que só alcançamos depois de matar alguns monstros e desenvolver certas habilidades.


A ausência nas relações

A ausência nas relações

 24/09/2018

Atualmente, fala-se muito em fragilidade emocional, os desafios de educar na era digital, a desconexão entre os indivíduos e a superficialidade das relações. Tudo isso não é novidade, mas o que de fato poderia ser feito para mudar esse cenário?

A vulnerabilidade das relações é perceptível, inclusive numa das relações mais estruturantes que é entre pais e filhos. Sempre houve uma diferença conflituosa entre as gerações, diferença esta, salutar, uma vez que promovia discussões, desentendimentos, conversas, questionamentos, mas, com certeza, também muito aprendizado. Mais forte que isso é pensar que as discussões não aconteciam pelo Whatsapp ou pelas redes sociais, as pessoas não eram simplesmente bloqueadas como se assim os conflitos fossem resolvidos. Havia olho no olho, havia presença física.


O desafio de transmitir bons valores

O desafio de transmitir bons valores

 14/09/2018

As últimas décadas assistiram a enormes mudanças na família, especialmente no que se refere à educação dos filhos. Há pouco tempo, ser bom pai significava ensinar a respeitar os mais velhos, dar estudo, segurança etc.


Empatia a 7 bilhões de outros

Empatia a 7 bilhões de outros

 14/09/2018

Em vários atendimentos que faço aos estudantes, percebo que os conflitos trazidos poderiam ser resolvidos facilmente com um pouquinho de empatia ao próximo. Entendo que o nível de autonomia de um adolescente é diferente de um adulto. Porém a impressão que tenho é que lhes faltam o exercício do desenvolvimento da empatia.

O bacana para tal exercício é que independe de minha classe econômica, grau de inteligência, título que tenho, status social, cor, religião ou gênero; de que me adianta falar mais de uma língua, se não consigo dar bom-dia em um elevador? De que me adianta ser o melhor instrumentista se não consigo tocar a pessoa que está do meu lado precisando de ajuda? De que me adianta ter o título mais desejado na melhor universidade do mundo se não consigo ensinar o básico aos que estão a minha volta?


Estudar, pesquisar e comunicar: três competências fundamentais no cotidiano escolar

Estudar, pesquisar e comunicar: três competências fundamentais no cotidiano escolar

 03/09/2018

E é por compreender e valorizar uma educação com significância e significado, que o ensinar e aprender, aqui na nossa escola, é princípio base de nossas ações.


Que orientações e dicas de estudos são feitas aos nossos estudantes?

Que orientações e dicas de estudos são feitas aos nossos estudantes?

 17/08/2018

Nossa mente busca formas de escapar das tarefas que julgamos mais chatas ou mais cansativas e, com o tempo, se torna uma máquina de desculpas e, o pior, nós aceitamos essas desculpas! Precisamos ter força de vontade e determinação para conquistarmos os objetivos. A Escola Interamérica cotidianamente reflete com os estudantes sobre a importância de aproveitar a sala de aula como espaço de aprendizagem e entender a rotina de estudo em casa como necessária para a consolidação do conhecimento.

Seguem algumas dicas para ajudar no melhor aproveitamento do estudante, em casa e na escola, em relação às tarefas de casa e de estudante (essas dicas também são trabalhadas com os estudantes aqui na Escola Interamérica)


Ser estudante: uma postura para a vida

Ser estudante: uma postura para a vida

 10/08/2018

Em Educação, fala-se muito de um futuro em que a habilidade de aprender será mais importante que todo o conteúdo que temos acumulado em nossas mentes; um futuro em que o mundo estará sempre em constante mudança e que as informações estarão mais acessíveis; um futuro em que novas profissões e desafios no mercado de trabalho surgirão a todo momento e onde a flexibilidade e capacidade de inovação serão cruciais para se ter sucesso em qualquer área da vida.

Engraçado... Esse futuro me parece muito com o presente, você não acha?