Comunicação

A família e a educação emocional - Três dicas fundamentais para a preparação emocional dos filhos

Publicado em : 10/05/2019

 

 

"A família e a educação emocional - Três dicas fundamentais para a preparação emocional dos filhos" 

            

por Nayara Ramos*

         

Uma breve introdução...

Dizer ao seu filho como ele deve se sentir só o faz desconfiar do que ele sente, o deixa inseguro e o faz perder a autoestima. Por exemplo, se você diz “Você está chorando por essa bobagem!?”, ele imediatamente pensa “Se isso não é tão importante assim, então estou me sentindo mal desse jeito porque sou um bobão mesmo.”

Quando os pais deixam de criticar e/ou menosprezar e/ou desviar os filhos do que sentem, eles são capazes de se abrir e a emoção por trás do comportamento fica clara, esse movimento ajuda os pais a compreenderem o que de fato está acontecendo, ao mesmo tempo em que ajuda os filhos a confiarem mais nos pais e a vê-los como aliados - alguém com quem possam contar e pedir ajuda quando necessário.

A capacidade de nos colocarmos no lugar do outro de sentir o que o outro sente e reagir de acordo com isso, chama-se EMPATIA! Exercitar a empatia pelas “dores emocionais” e preocupações dos filhos ou pelo menos tentar compreender a experiência pela qual os filhos estão passando, faz com que eles se sintam amparados.

Os pais que são preparadores emocionais ensinam aos filhos estratégias para lidar com os altos e baixos da vida e aproveitam os momentos em que as emoções "fervem" para ensinar importantes lições de vida. Esses pais não se opõem e nem ignoram a emoção dos filhos.

 

A empatia é a base do trabalho de Preparação Emocional.

 

TRÊS DICAS FUNDAMENTAIS PARA A PREPARAÇÃO EMOCIONAL DE SEU FILHO OU FILHA.

 

1) Perceba a emoção

Muitas vezes, as crianças expressam as emoções de forma indireta. Tente perceber qual é a emoção que está presente por trás da “forte emoção" – solidão, tristeza, vergonha... Você também pode perguntar o que está acontecendo e ouvir de verdade, sem julgar, criticar ou aconselhar, também não diga a ele ou ela como deve se sentir e não dê nenhuma opinião se ele (a) não pedir.

2) Reconheça a emoção como uma oportunidade para conexão.

Alguns pais tentam ignorar os sentimentos negativos esperando que passem sozinhos, mas os sentimentos não são “esquecidos” a menos que sejam resolvidos. Nomear os sentimentos e verbalizar as emoções são o primeiro passo para que um sentimento seja compreendido. Se for preciso ajude o seu filho a nomear o que está sentindo, aproveite o momento para conversar sobre qual seria a reação mais adequada nesses momentos de forte emoção.

3) Mantenha o foco na solução do problema.

Ao ajudar a encontrar soluções, incentive o seu filho ou filha a encontrar as soluções por si mesmo, você pode ajudá-lo a partir de boas perguntas “O que você acha que precisa?”; “O que você pode fazer para se sentir melhor?”

Ajude-o a escolher as melhores opções pensando também nas consequências. Mas deixe que ele encontre as suas próprias respostas, ainda que elas estejam na “sua frente”! É importante que fique claro que todos os sentimentos e desejos são aceitáveis, mas nem todos os comportamentos são!

Quando os filhos aprendem a regular as emoções negativas, eles mesmos passam a buscar as soluções para os problemas e conflitos.

O que muda quando a criança tem pais Preparadores Emocionais?

Crianças que têm preparo emocional são fisicamente mais saudáveis e apresentam melhor desempenho escolar do que as que não têm. Estas crianças se relacionam melhor com os amigos, têm menos problemas de comportamento e são menos propensas à violência. Têm mais sentimentos positivos sobre si mesmas e em relação aos outros e à vida.

➡ Esses meninos e meninas não deixam de ficar tristes, irritados ou assustados em circunstâncias difíceis, mas têm mais capacidade de se acalmar, sair da angústia e procurar atividades produtivas. Em resumo, são mais saudáveis e inteligentes emocionalmente.

 

* Nayara Ramos é professora da Escola Interamérica; Educadora Positiva pela Positive Discipline Association e Facilitadora de Comunicação Não Violenta.

 

 

 


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