Comunicação

A ausência nas relações

Publicado em : 24/09/2018

 

A ausência nas relações                

           

 

por Lúcia Oliveira* 

 

 

 

Atualmente, fala-se muito em fragilidade emocional, os desafios de educar na era digital, a desconexão entre os indivíduos e a superficialidade das relações. Tudo isso não é novidade, mas o que de fato poderia ser feito para mudar esse cenário?

A vulnerabilidade das relações é perceptível, inclusive numa das relações mais estruturantes que é entre pais e filhos. Sempre houve uma diferença conflituosa entre as gerações, diferença esta, salutar, uma vez que promovia discussões, desentendimentos, conversas, questionamentos, mas, com certeza, também muito aprendizado. Mais forte que isso é pensar que as discussões não aconteciam pelo Whatsapp ou pelas redes sociais, as pessoas não eram simplesmente bloqueadas como se assim os conflitos fossem resolvidos. Havia olho no olho, havia presença física.

Porém, o cenário atual permanece sim, com muitos conflitos de ideias e de gerações, mas percebe-se, principalmente, o tal distanciamento nas relações. Pais que estão desconectados dos filhos, não conseguem estabelecer limites, que estão perdidos no ato de educar, talvez pelo simples fato de não estarem ali de verdade e não os conhecerem de maneira profunda.

É incrível como essa geração parental é interessada e busca por informações de como educar melhor. Participam de grupos de Whatsapp da escola, também no Instagram e no Facebook seguem páginas sobre Educação, educar com amor, maternagem, parentalidade, dentre várias outras. Assistem inúmeros vídeos motivacionais de como estreitar os vínculos com os filhos, ou de brincadeiras e atividades lúdicas, uma mais interessante que a outra, mas que quase nunca são desenvolvidas.

Isso tudo acontece enquanto os próprios filhos estão clamando por atenção. Algumas crianças verbalizam claramente: “Pai, mãe, larga o celular e vem brincar comigo”. Campanhas são realizadas buscando sensibilizar os familiares a “enxergarem” seus filhos e suas reais necessidades. Almeja-se que percebam a carência emocional na qual estão imersos. Centenas de “estímulos” são comprados com muito esforço e “tempo” dos pais.

Contudo, o que mais alegra as crianças é brincar com os pais e, de preferência, das brincadeiras antigas como pique pega, pique no ar, amarelinha, imitar, fazer comidinhas, jogar futebol. Enfim, tudo muito simples, mas que proporciona acolhimento, vínculo, amor, oportunizando o ganhar e perder, resiliência, respeito ao outro e às regras.

O modelo sempre foi algo de suma importância no desenvolvimento humano, já que se aprende muito mais com o que se vivencia do que com o que lhe é dito e explicado. Algo retratado na célebre frase de Benjamin Franklin: “Diga-me e eu me esquecerei, ensina-me e eu poderei lembrar, envolva-me e eu aprenderei.” Essa geração de pais está tão ou mais dependente dos dispositivos tecnológicos do que os filhos. E, como ter então, respeito moral, para conduzir que os filhos saiam do celular, tablets ou computadores?

Algo precisa ser feito. Um bom começo é revisar os exemplos que estão sendo deixados aos filhos, o tempo de envolvimento e dedicação aos seus familiares. Tempo este que em sua maioria é consumido pelo mundo digital. Estabeleça um limite, chegue em casa e priorize os familiares, “esconda” de você mesmo seu celular e demais distratores.

Viva a vida real e estabeleça conexão com os que lhe são importantes. Assim, as relações construídas podem se tornar mais sólidas e saudáveis.

 

*Lúcia Oliveira é psicopedagoga, coach e orientadora educacional na Escola Interamérica


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