Comunicação

A atração irresistível pelo computador

Publicado em : 02/03/2018

A atração irresistível pelo computador

Maria Tereza Maldonato

Nas palestras para pais, sempre há perguntas a respeito do uso do computador e do celular: "Meu filho não desgruda dos jogos, às vezes deixa de comer e até de tomar banho, quase não sai de casa, dorme tarde e dificilmente estuda"; "minha filha passa horas conversando no MSN e mal fala conosco"; "tem centenas de amigos no Orkut e eu acho que ele não sabe avaliar os riscos de expor informações pessoais para estranhos e de frequentar certas comunidades"; "lá em casa, limitamos o tempo no computador, mas na casa da avó, fica até meia-noite e nem adianta reclamar com a minha mãe, porque ela aprendeu a usar o e-mail e o Google com a minha filha".

Nos lares de classe média há um verdadeiro centro de entretenimento. Até mesmo para adultos, a atração pela diversão pode ser tão forte que as tarefas ficam para depois. Um alerta para o uso compulsivo do computador: pode prejudicar pessoas de todas as idades. Os profissionais de saúde que estudam o assunto apontam os sintomas mais comuns dessa compulsão:

  • Euforia quando está no computador, enquanto as demais atividades são consideradas desinteressantes;
  • Dificuldade de interromper o jogo ou a comunicação pelas redes sociais;
  • Desejo de dispor de maior número de horas para ficar no computador;
  • Reduzir ao mínimo o contato com pessoas da família e com amigos;
  • Mostrar-se deprimido ou irritadiço quando não está no computador;
  • Queda do rendimento escolar (ou da produtividade no trabalho), desinteresse pelas aulas (ou pelo trabalho);
  • Diminuição do sono (dorme menos para ficar mais tempo no computador) e do apetite (deixa de comer para ficar "conectado");
  • Desleixo com a aparência pessoal e com hábitos de higiene;
  • Baixa motivação para cumprir tarefas e obrigações.

Do entretenimento à compulsão: as pessoas com baixa auto-estima, tendência à depressão e pouca autoconfiança para encarar obstáculos e desafios no mundo real encontram no mundo virtual um refúgio que funciona como antidepressivo. É a porta de entrada para o uso compulsivo do computador. Nos jogos eletrônicos, os erros podem ser rapidamente desfeitos, o dinheiro aparece com palavras mágicas, personagens morrem mas podem ressuscitar, descobrem-se atalhos eficientes para alcançar poder, a sensação de conquista e realização é intensa. A vida nos jogos virtuais parece mais excitante do que a realidade cotidiana.

Nos contatos virtuais, podemos nos apresentar como personagens com as características que gostaríamos de ter, o que muitas vezes está bem distante do que realmente somos; relacionamentos românticos são mais fáceis de "construir" do que os vínculos reais e adquirem cores mais vivas que alimentam as paixões.

Como acontece com as demais compulsões, é necessário buscar tratamento especializado. Mas o melhor é prevenir: criar meios para que o uso do computador permaneça na área do entretenimento e da pesquisa, como ferramenta útil de trabalho e de contatos. Para isso, é essencial fazer acordos razoáveis quanto ao tempo de uso, colocar o computador em uma área comum da casa (e não no quarto da criança ou adolescente), procurar saber mais sobre o que os filhos estão fazendo no ciberespaço, ver o que pode melhorar no convívio familiar e social.


Desenvolvimento e desafios: 2018 em revista.

Desenvolvimento e desafios: 2018 em revista.

 30/11/2018

“A escola é um universo que colide com outro universo, que é o aluno do novo século, que está conectado com diversas tendências, diversas formas de pensar e com muitos caminhos possíveis para trilhar.”**

Neste contexto, estamos sempre nos reconstruindo para atender e entender esses jovens com seu universo em expansão e que necessitam de um espaço cujo conhecimento seja agregador, envolvente, abrangente e humanizador. Sabemos da nossa responsabilidade em formar pensadores, mentes conectadas com seu tempo, pessoas relevantes, autênticas, éticas e desbravadoras.


Feira Cultural: espaço de comunicação e aprendizagem

Feira Cultural: espaço de comunicação e aprendizagem

 23/11/2018

É publico e notório que o ser humano aprende fazendo, e mais, aprende de fato quando ensina. Não é à toa que as licenciaturas têm em seus currículos momentos nos quais os(as) futuros(as) professores(as) devem preparar aulas, lecioná-las e posteriormente avaliar os resultados obtidos de maneira a qualificar o trabalho desenvolvido. No entanto, ainda assim nada substitui a experiência do fazer com o outro. De maneira análoga, dentre os objetivos da Feira Cultural, podemos listar a comunicação de resultados e o trabalho colaborativo, estas competências do século XXI, que na verdade são atemporais e não tem prazo de validade. Aprende-se muito quando se faz.


Adultos autênticos. Jovens seguros.

Adultos autênticos. Jovens seguros.

 09/11/2018

Os jovens, em processo de formação, buscam encontrar modelos nos adultos com quem convivem e, quase sempre inconscientemente, testam-nos para saber se podem confiar neles, se eles lhes trazem a segurança necessária para a sua formação. Se não encontram nesses, vão, invariavelmente, buscar essa segurança noutras opções, noutras possibilidades nem sempre recomendáveis, como temos visto frequentemente no dia a dia e pela imprensa.

Entretanto, cabe perguntar qual é aquele “modelo” de adulto que satisfaz a procura do jovem.


Lidando com um adolescente através da Comunicação Não Violenta (CNV)

Lidando com um adolescente através da Comunicação Não Violenta (CNV)

 26/10/2018

O adolescente, diferente da criança, pode não demonstrar facilmente aquilo que sente, nem falar de seus conflitos, tristezas e frustrações. E esse comportamento torna desafiador para a família compreender as emoções do jovem e lidar com elas, em especial quando não existe ou há pouco diálogo familiar.

Dentre inúmeras ferramentas ou meios de lidar com as emoções dos adolescentes, trouxemos aqui, para contribuir com a harmonia familiar, a COMUNICAÇÂO NÃO VIOLENTA (CNV), uma abordagem proposta pelo psicólogo americano Marshall B Rosenberg.


A Relação entre Pais e Filhos

A Relação entre Pais e Filhos

 19/10/2018

Segundo o psicoterapeuta e educador Leo Fraiman, autor do livro “Meu filho chegou à adolescência, e agora? Como construir um projeto de vida juntos” (Editora Integrare), nem tudo que o adolescente faz é por birra ou pura rebeldia. E, antes de culpá-los por um relacionamento distante, os pais também devem notar os próprios erros.


Filhos não são presentes

Filhos não são presentes

 05/10/2018

Filhos não são presentes. São surpresas que a vida nos proporciona. Um presente, quando não gostamos, ou quando não nos serve, resolvemos de forma simples: trocamos, passamos pra frente, ou guardamos com a intenção de não magoar quem nos presenteou e juramos pra nós mesmos que, algum dia, usaremos. Já nossos filhos! Ah que bela e não tão fácil surpresa. Um filho pode nunca vir a ser o que tanto sonhamos. Não podemos simplesmente trocá-los ou fingirmos que não existem. Ainda bem! Eles não podem carregar todas as nossas expectativas, pois elas são só nossas.


O que pretende a educação em valores?

O que pretende a educação em valores?

 28/09/2018

O principal objetivo da educação em valores é ajudar os alunos a aprender a viver. Essa é a primeira tarefa dos seres humanos, porque, apesar de estarmos preparados para viver, precisamos adotar um modo de vida que seja sustentável


O que te faz sentir (bem)?

O que te faz sentir (bem)?

 28/09/2018

A felicidade é uma questão relativa. Algumas pessoas vão dizer que estão nas coisas simples da vida; outras em conquistar seus objetivos, seus sonhos; outras pessoas vão dizer que ela está nas boas relações. Mas, mesmo sendo tão relativa, a felicidade é o objetivo de todos e é colocada, na maioria das vezes, em um local inalcançável, em um futuro distante ou ao final de uma jornada bem específica que só alcançamos depois de matar alguns monstros e desenvolver certas habilidades.


A ausência nas relações

A ausência nas relações

 24/09/2018

Atualmente, fala-se muito em fragilidade emocional, os desafios de educar na era digital, a desconexão entre os indivíduos e a superficialidade das relações. Tudo isso não é novidade, mas o que de fato poderia ser feito para mudar esse cenário?

A vulnerabilidade das relações é perceptível, inclusive numa das relações mais estruturantes que é entre pais e filhos. Sempre houve uma diferença conflituosa entre as gerações, diferença esta, salutar, uma vez que promovia discussões, desentendimentos, conversas, questionamentos, mas, com certeza, também muito aprendizado. Mais forte que isso é pensar que as discussões não aconteciam pelo Whatsapp ou pelas redes sociais, as pessoas não eram simplesmente bloqueadas como se assim os conflitos fossem resolvidos. Havia olho no olho, havia presença física.


O desafio de transmitir bons valores

O desafio de transmitir bons valores

 14/09/2018

As últimas décadas assistiram a enormes mudanças na família, especialmente no que se refere à educação dos filhos. Há pouco tempo, ser bom pai significava ensinar a respeitar os mais velhos, dar estudo, segurança etc.